O preço mediano da habitação aumentou em todas as sub-regiões do Alentejo no primeiro trimestre de 2026, embora os valores tenham permanecido abaixo da média nacional, segundo os dados divulgados esta sexta-feira, 17 de julho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Entre janeiro e março, o valor mediano dos alojamentos familiares vendidos em Portugal atingiu 2.337 euros por metro quadrado, o que representa um aumento de 19,8% face ao mesmo período de 2025. No total, foram transacionadas 35.953 habitações, menos 10,5% do que no trimestre homólogo.
Alentejo Litoral apresenta o valor mais elevado da região
O Alentejo Litoral registou o preço mediano mais elevado entre as quatro sub-regiões alentejanas, com 2.150 euros por metro quadrado. Apesar de se aproximar da referência nacional, o valor ficou 187 euros abaixo da mediana registada no conjunto do país.
Seguiu-se o Alentejo Central, onde o preço mediano da habitação atingiu 1.308 euros por metro quadrado. No Baixo Alentejo, o valor fixou-se nos 1.000 euros, enquanto o Alto Alentejo registou 852 euros por metro quadrado. Os dados constam do gráfico relativo aos preços medianos das vendas por sub-região apresentado pelo INE.
Assim, uma habitação vendida no Alentejo Litoral apresentou um valor mediano por metro quadrado superior em cerca de 152% ao registado no Alto Alentejo.
Transações recuam 15,5% no Alentejo Litoral
Apesar da subida dos preços, o número de negócios diminuiu em várias regiões do país. O Alentejo Litoral apresentou uma das reduções homólogas mais acentuadas, com uma quebra de 15,5% nas transações de alojamentos familiares.
A diminuição registada nesta sub-região foi a terceira mais elevada do país, depois da Região Autónoma da Madeira, com menos 24,2%, e da Região de Aveiro, com uma redução de 19,2%.
O INE indica que todas as 26 sub-regiões NUTS III registaram aumentos homólogos nos preços da habitação. A Lezíria do Tejo apresentou a maior subida, de 30,4%, enquanto as Beiras e Serra da Estrela registaram o menor aumento, de 5,2%.
Évora e Grândola lideram preços nas respetivas sub-regiões
Nos resultados relativos aos 12 meses terminados em março de 2026, o gráfico divulgado pelo INE coloca Évora como o município com o preço mediano mais elevado no Alentejo Central, enquanto Mourão surge com o valor mais baixo naquela sub-região.
No Alentejo Litoral, Grândola apresenta o valor municipal mais elevado e Odemira o mais baixo. Beja lidera no Baixo Alentejo, onde Serpa regista o menor preço, enquanto Portalegre apresenta o valor mais elevado no Alto Alentejo e Alter do Chão o mais reduzido.
A análise anual tem como referência 160.467 vendas realizadas entre abril de 2025 e março de 2026. Nesse período, o preço mediano da habitação em Portugal situou-se nos 2.168 euros por metro quadrado, mais 17,5% do que nos 12 meses terminados em março de 2025.
Os dados do INE resultam da informação fiscal anonimizada da Autoridade Tributária e Aduaneira relativa ao IMT e ao IMI. Para que os resultados sejam divulgados, cada unidade territorial tem de registar um mínimo de 33 vendas.



















