InícioAlentejoAlentejo CentralCâmara de Redondo avança...

Câmara de Redondo avança com 630 mil euros para a requalificação da Ribeira do Freixo em Santa Suzana

Projeto prevê engenharia natural, controlo de espécies invasoras, percursos pedonais e cicláveis, zonas de estadia, mobiliário urbano e rede de rega.

A Câmara Municipal de Redondo lançou um concurso público, com preço base de 630 mil euros e prazo de execução de 210 dias, para a requalificação do troço da Ribeira do Freixo que atravessa Santa Suzana.

A intervenção prevê trabalhos de engenharia natural e paisagismo ao longo de cerca de 650 metros da linha de água, abrangendo uma área aproximada de 34.335 metros quadrados. O projeto incide sobre ambas as margens da ribeira e tem como objetivos a estabilização dos taludes, o controlo da erosão, a recuperação da galeria ripícola e a criação de novos espaços de circulação e estadia junto à linha de água.

Intervenção na Ribeira do Freixo abrange 650 metros

De acordo com a memória descritiva do projeto, a área de intervenção localiza-se na freguesia de Redondo, entre as ruas n.º 1 e n.º 2 da localidade de Santa Suzana.

O documento identifica a Ribeira do Freixo como uma linha de água de caráter temporário, com variações ao longo do ano. Em período estival, são registados troços sem água e zonas com pegos ou charcos.

A situação existente aponta para uma galeria ripícola em mau estado de conservação, com descontinuidade longitudinal e transversal, reduzida complexidade estrutural e presença dominante de cana (Arundo donax), espécie vegetal exótica e invasora.

O levantamento técnico refere ainda problemas de erosão e instabilidade de taludes, desmoronamentos em pontos localizados, erosão junto a linhas de água afluentes, descalce junto a passagens hidráulicas e sinais de degradação em infraestruturas associadas à ribeira.

Engenharia natural para estabilizar margens

A empreitada prevê o recurso a técnicas de engenharia natural, incluindo hidrossementeira, aplicação de manta orgânica, plantações de espécies autóctones, paliçadas, bio rolos, gabiões cilíndricos, enrocamento, gabião saco e muro de suporte vivo.

O projeto contempla também trabalhos de preparação do terreno, desmatação, limpezas seletivas, movimentação de terras, demolições pontuais e controlo físico da vegetação invasora.

No caso da cana, o caderno de encargos prevê o corte e destroçamento da parte aérea, a remoção dos rizomas por decapagem, a regularização da camada superficial do solo e o transporte do material para destino final autorizado.

O mesmo documento estabelece que os trabalhos devem salvaguardar a vegetação autóctone existente sempre que esta não interfira com a segurança, com a estabilidade das margens ou com o funcionamento hidráulico da linha de água. Nos trabalhos de desmatação, é ainda indicado que não devem ser utilizados herbicidas.

Percursos, zonas de estadia e mobiliário urbano

Além da componente ambiental, a intervenção inclui uma dimensão de qualificação do espaço público.

O projeto prevê a criação de percursos pedonais e cicláveis ao longo da Ribeira do Freixo, bem como zonas de estadia, bancos de jardim, mesas de piquenique, guardas, vedações e pavimentos, incluindo soluções em saibro estabilizado com geocélulas.

A memória descritiva refere que a intervenção pretende promover a qualidade de vida da população através da criação e beneficiação de espaços de usufruto público numa relação de proximidade com a ribeira.

Rede de rega e manutenção da vegetação

O caderno de encargos inclui ainda uma rede de rega para apoio à componente vegetal do projeto, com ligação à rede, filtros, tubagens, tubo gota-a-gota, electroválvulas, programador, sensor pluviométrico e tomada de água.

Está igualmente prevista a manutenção e monitorização da componente vegetativa, incluindo regas, verificação das técnicas de engenharia natural, limpeza das áreas plantadas, retanchas, podas, mobilização do terreno, fertilizações, tratamentos fitossanitários, controlo de invasoras e estabilização biomecânica do material vegetal.

Os trabalhos que envolvem vegetação devem decorrer preferencialmente entre novembro e março, de forma a favorecer o sucesso das plantações e das soluções de engenharia natural.

O projeto enquadra-se nos instrumentos de gestão territorial aplicáveis, incluindo o Plano Diretor Municipal de Redondo, o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo, o Plano Regional de Ordenamento Florestal do Alentejo e o Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Guadiana.

Mais notícias

Governo fixa encargos plurianuais de 67,8M€ para duplicação do IP8 entre Roncão e Grândola Norte até 2029

O Governo fixou em 67.759.160 euros os encargos plurianuais associados ao aumento de capacidade...

Câmara de Mora investe 6.900 euros em equipamento para limpeza de bermas e valas

A Câmara Municipal de Mora investiu cerca de 6.900 euros, acrescidos de IVA, na...

Câmara de Alcácer do Sal vai investir 5M€ para ampliar Zona de Atividades Económicas: «Já há empresas interessadas»

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal vai investir cerca de cinco milhões de...

Câmara de Évora aprova adesão à rede europeia Eurocities

O Município de Évora aprovou a adesão à Eurocities, uma rede europeia que reúne...

Portel: Câmara avança com Parque da Juventude e Pista de Pesca Desportiva

A Câmara de Portel, no distrito de Évora, vai avançar com a criação do...

Câmara de Évora candidata primeira fase do novo Canil Municipal por 250 mil euros

A Câmara Municipal de Évora apresentou uma candidatura a financiamento para a construção da...

Carlos Baleizão: Da ligação ao Redondo à investigação científica de excelência

A ciência portuguesa tem vindo a afirmar-se além-fronteiras graças ao trabalho de investigadores que,...

Empreendimento de 16 milhões em Alcácer do Sal já vendeu 50% das unidades

O empreendimento residencial FiniSal, em construção em Alcácer do Sal, já vendeu 50% dos...

Castro Verde: Nova iluminação em campo de futebol na aldeia de Sete

O Campo de Futebol 25 de Abril, na aldeia de Sete, tem um novo...