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Organizadores do Évora Chamber Music Series querem aproximar a música clássica da comunidade

Organizadores do Évora Chamber Music Series defendem que a música clássica deve chegar a toda a comunidade.

A organização do “Évora Chamber Music Series” quer aproximar a música de câmara da comunidade e combater a ideia de que a música clássica é reservada a públicos específicos.

As declarações foram feitas por Tomás Rodrigues, um dos organizadores do festival e estudante do Curso de Música da Universidade de Évora, durante uma entrevista ao podcast “Factos e Conversas”, do Jornal ODigital.pt.

«A música clássica é para as elites e isso é uma coisa que queremos desmistificar», afirmou o jovem músico.

Segundo Tomás Rodrigues, um dos objetivos do ciclo de concertos passa por retirar este género musical dos contextos tradicionalmente associados às salas de espetáculo e aproximá-lo de novos públicos.

«Dar acesso à cultura ou tirar este tipo de música e meter em espaços mais acessíveis, dando maior acesso à comunidade e visibilidade, é também um dos pontos que queremos reforçar», explicou.

Concertos em espaços históricos

O “Évora Chamber Music Series” está a decorrer em vários espaços do centro histórico de Évora, incluindo a Biblioteca Pública, o Palácio Dom Manuel, a Fundação Inatel, a Rota dos Vinhos do Alentejo e o Hotel Mar de Ar Aqueduto.

Para os organizadores, esta ligação entre música e património ajuda também a aproximar o público dos concertos.

«Estamos a levar esta música para locais de importância histórica diretamente relacionados com a importância da cidade», referiu Tomás Rodrigues.

A programação reúne mais de 70 músicos distribuídos por 14 grupos e dez concertos.

“Quanto mais programação existir, mais público haverá”

Durante a entrevista ao podcast “Factos e Conversas”, os organizadores defenderam ainda a importância da continuidade deste tipo de iniciativas culturais em Évora.

«Quanto mais programação regular existir, mais as pessoas vão tendo contacto e desenvolvendo interesse», afirmou Tomás Rodrigues.

Nuno Monteiro, também organizador do festival, defendeu que o contacto direto com o público continua a ser essencial para atrair espectadores.

«Os próprios músicos estão a convidar turistas e comunidade, mão a mão, olhos nos olhos», referiu.

O festival decorre até 28 de maio e todos os concertos têm entrada livre.

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