O mês de outubro de 2025 foi classificado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) como muito quente e seco, com destaque para o Alentejo, onde se registaram novos recordes de temperatura mínima.
A temperatura média do ar em Portugal continental atingiu 19,0 °C, mais 2,21 °C do que o valor normal do período 1991-2020, tornando-se o segundo outubro mais quente desde 1931. A média das temperaturas máximas situou-se nos 24,57 °C e das mínimas nos 13,42 °C, ambas acima da média histórica.
Onda de calor atingiu o Alto Alentejo e bateu recordes em Portel e Mértola
Entre 10 e 19 de outubro, cerca de 60 % das estações meteorológicas registaram condições de onda de calor, abrangendo as regiões Norte, Centro e Alto Alentejo.
No Alentejo, Portel e Mértola estabeleceram novos recordes da temperatura mínima mais elevada, com 20,2 °C e 20,3 °C, respetivamente, no dia 23 de outubro. Estes valores superaram os anteriores máximos de 19,7 °C registados em 2023 e 2004.
Precipitação abaixo da média e contrastes regionais
A precipitação total mensal correspondeu a 79 % do valor médio, classificando o mês como seco. Contudo, no final do mês, registaram-se episódios intensos de chuva nas regiões de Lisboa, Algarve, litoral Norte e Centro, especialmente nos dias 28, 29 e 31, quando foram observados quatro novos extremos de precipitação em 24 horas.
No Alentejo, os acumulados foram inferiores à média, confirmando a persistência de condições de seca meteorológica, particularmente nas áreas do Baixo Alentejo e do Alentejo Central.
Extremes e valores nacionais
De acordo com o IPMA, o valor mais elevado da temperatura máxima foi registado em Alvega, com 34,1 °C no dia 6, enquanto o valor mais baixo da temperatura mínima ocorreu em Lamas de Mouro, com -0,5 °C no dia 27. A precipitação máxima em 24 horas foi de 104,9 mm em Cabril, e a rajada de vento mais intensa atingiu 87,8 km/h em Pampilhosa da Serra, no dia 31.
Contexto e nota final
O IPMA destaca que os valores apresentados são provisórios, podendo ser atualizados no boletim climatológico completo. O organismo sublinha ainda que outubro de 2025 confirma a tendência de aquecimento global e maior variabilidade climática, com impacto significativo nas regiões interiores, nomeadamente no Alentejo.

















