A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou, esta terça-feira, em Évora, que a requalificação e renaturalização do Rossio de São Brás representa uma intervenção importante para adaptar a cidade aos efeitos das alterações climáticas e criar uma zona urbana com mais sombra, conforto e espaços verdes.
A governante falava no Palácio D. Manuel, durante a cerimónia de assinatura do protocolo para a “Requalificação e Renaturalização do Rossio de São Brás | Laboratório Floresta Nómada” — Rossio II, realizada com a Câmara Municipal de Évora.
“É um dia bom” para Évora e para a região
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, Maria da Graça Carvalho afirmou que este é “um dia bom” para Évora, sublinhando que a segunda fase do projeto do Rossio de São Brás permitirá criar “um maior espaço verde” numa zona onde a ausência de sombra se faz sentir de forma particular nos períodos de calor.
A ministra destacou que o objetivo passa por tornar o Rossio “mais agradável quando está muito calor”, criando condições para que as pessoas possam passear e permanecer no espaço público com maior conforto.
Projeto responde às alterações climáticas
Maria da Graça Carvalho enquadrou a intervenção nas políticas de adaptação às alterações climáticas, defendendo que as cidades precisam de mais áreas arborizadas e de soluções que ajudem a reduzir os efeitos das temperaturas elevadas.
Segundo a ministra, “Évora precisa” de mais sombra no Rossio de São Brás, por se tratar de “uma grande zona, sem sombra”, considerando que basta sentir o calor e atravessar o Rossio ao sol para perceber a importância de ter naquele local “um jardim bonito”.
A governante sublinhou ainda que já não basta evitar as alterações climáticas. Para Maria da Graça Carvalho, continua a ser essencial descarbonizar e reduzir emissões, mas existe agora “uma tarefa urgente e imediata”, que passa por adaptar o território e preparar as cidades para fenómenos extremos.
Restauro da natureza também no espaço urbano
A ministra referiu ainda que o projeto está “completamente em linha” com as políticas do Ministério do Ambiente e Energia e com as políticas europeias, nomeadamente nas áreas do restauro da natureza e da adaptação às alterações climáticas.
Maria da Graça Carvalho recordou que o Plano Nacional de Restauro dá prioridade aos espaços verdes em meio urbano, sublinhando que a presença de árvores nas cidades tem impacto direto na qualidade de vida das populações.
A governante defendeu que o restauro da natureza deve acontecer também dentro das cidades, uma vez que a maioria da população vive em espaço urbano. Nesse contexto, considerou que criar zonas mais confortáveis, com temperaturas mais amenas, é uma resposta necessária para melhorar a vivência urbana.
Rossio de São Brás recebe o maior financiamento
A ministra revelou que o projeto de Évora é o maior dos jardins apoiados nesta fase pelo Ministério do Ambiente, contando com um financiamento de 3,4 milhões de euros.
Além de Évora, o Governo está a apoiar intervenções em jardins de Beja, Leiria, São João da Madeira, Vila Real e Guimarães, quer através da recuperação de espaços afetados por tempestades, quer através da criação ou valorização de novas áreas verdes.
Ligação à Capital Europeia da Cultura
Maria da Graça Carvalho destacou ainda a ligação do projeto à Capital Europeia da Cultura, considerando que o Ministério do Ambiente se associa, desta forma, à dimensão ambiental de Évora 2027.
A ministra afirmou desejar “muito sucesso” à Capital Europeia da Cultura, que classificou como um projeto importante para a região e para o país, esperando regressar a Évora para ver o jardim concretizado e assinalar esse momento com a cidade.


















