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Duas mulheres detidas na zona de Évora ficam em prisão a aguardar extradição para o Brasil

O Tribunal da Relação de Évora decidiu hoje que as duas mulheres procuradas pelas autoridades do Brasil por suspeitas de associação criminosa e burla qualificada ficam detidas a aguardar o processo de extradição para aquele país.

Contactada pela agência Lusa, fonte do Tribunal da Relação de Évora indicou que as suspeitas foram detidas pela Polícia Judiciária (PJ) na terça-feira, na zona de Évora, e apresentadas hoje naquele tribunal para serem submetidas a interrogatório no âmbito de Processo de Extradição, tendo após serem ouvidas, consentido a sua extradição para o Brasil.

Segundo a mesma fonte, visto que nos processos de extradição têm ainda de ser cumpridas algumas formalidades, e face aos contornos do caso, foi mantida a detenção das duas mulheres e determinada a sua condução ao estabelecimento prisional, onde aguardarão os ulteriores trâmites processuais.

A Polícia Judiciária revelou hoje, em comunicado, que as mulheres, de 33 e 32 anos, ambas estrangeiras, foram detidas na zona de Évora por elementos da Unidade de Informação Criminal, após “um persistente trabalho de recolha de informação e vigilâncias”.

Segundo a PJ, as detidas são “procuradas pelas autoridades judiciárias brasileiras pela prática dos crimes de associação criminosa e burla qualificada”, praticados no ano passado, numa cidade do Estado de Goiás, no Brasil.

“Através de um esquema que consistia na utilização de uma suposta empresa financeira, abordavam os clientes, que acreditavam estar a recorrer ao crédito financeiro para aquisição de um veículo”, adiantou.

Na realidade, referiu a PJ, a empresa “estava a formalizar um contrato de consultoria para obtenção de financiamento, sem esclarecer os termos ao cliente”.

“As suspeitas terão estado envolvidas, repetidamente, na prática de burlas, crime organizado”, através de “um grupo estruturado dedicado à realização de crimes com recurso a empresas falsas de financiamento na revenda de veículos”, frisou.

Assinalando que o esquema terá causado prejuízos de “vários milhares de euros”, a PJ realçou que as mulheres “poderão vir a ser condenadas numa pena de oito anos de prisão”.

De acordo com a PJ, ambas estão em situação irregular em Portugal e, apesar de não desenvolverem nenhuma atividade profissional oficialmente, colaboram com uma empresa de vendas na Internet, nomeadamente na expedição de roupas vendidas.

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