O cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Évora, Pedro Ferreira, defendeu hoje a contratação de mais trabalhadores e a realização de mais formação no município, para prestar “melhores serviços” à população.
“Temos de contratar mais funcionários e dar mais formação para termos melhores serviços ao munícipe”, afirmou à agência Lusa Pedro Ferreira, no final de uma visita aos serviços da câmara instalados no edifício dos Paços do Concelho.
Assinalando que foi informado, nesta visita, de que a autarquia terá “à volta de 1.400 funcionários”, o candidato bloquista considerou que “as equipas têm poucos trabalhadores”, pelo que “é preciso um reforço da equipa municipal”.
“É preciso mais funcionários, com mais competências e formação para resolver os problemas”, insistiu, deixando um alerta: “Se esvaziarmos a câmara de funcionários, também estamos esvaziar a qualidade do serviço que é prestado”.
Afirmando desconhecer, em concreto, o número de trabalhadores em falta, Pedro Ferreira apontou que esta carência “é transversal, não é um ou noutro setor”, e afeta as áreas da “limpeza urbana, recolha dos lixos domésticos e escolas”.
“Precisamos de contratar funcionários que resolvam os problemas das escolas, os problemas administrativos da saúde, todos esses problemas que vêm da delegação de competências, que não foram acompanhados de um ‘envelope’ financeiro”, argumentou.
O candidato realçou que “os funcionários públicos são mal pagos e, quando têm uma oportunidade para irem para outro local, fazem-no e abandonam”. As câmaras têm, defendeu, que ter “a coragem de forçar o Governo a alterar as tabelas” salariais.
Nas declarações à Lusa, Pedro Ferreira lamentou o que considera ser “a falta de visão estratégica” do município, com “serviços paliativos para a resolução de problemas”, e mostrou-se contra a externalização dos serviços, sobretudo na área da informática.
“A Câmara de Évora continua a apostar na Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central [CIMAC] para ter os seus serviços tecnológicos a funcionar, que, por sua vez, estão assentes na Decsis, empresa que está em insolvência”, referiu.
Acusando a atual gestão CDU de se comportar “como se a empresa não estivesse insolvente”, o candidato disse que, na visita ao serviço de informática da câmara, não conseguiu saber se existem planos de salvaguarda e de recuperação dos sistemas.
Se a Decsis “desligar hoje os serviços, daqui a quantos meses é que os serviços se recuperam?”, questionou.
Pedro Ferreira destacou ainda o “trabalho de excelência” feito pelo Gabinete de Apoio ao Trabalhador, que, segundo o candidato, tem a tarefa de identificar dependências e ajudar os funcionários do município que têm dificuldades.
Concorrem também à Câmara de Évora João Oliveira (CDU), Carlos Zorrinho (PS), Henrique Sim-Sim (PSD/CDS-PP/PPM), Florbela Fernandes (Movimento Cuidar de Évora), Ruben Miguéis (Chega) e Fábio Cabaço (Iniciativa Liberal).
O atual executivo municipal, liderado por Carlos Pinto de Sá (CDU), é composto por dois eleitos da CDU, dois do PS, dois do PSD e um do MCE, mas a mesa da assembleia municipal está nas ‘mãos’ dos socialistas.



















