O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP/PPM à Câmara de Évora, Henrique Sim-Sim, defendeu hoje o aproveitamento do potencial “muito importante” do concelho na logística, com uma nova marca e uma plataforma ferroviária atrativa para investidores.
Em termos geográficos, “Évora tem uma centralidade extraordinária, está a uma hora de Lisboa, a uma hora de Espanha e também a uma hora e pouco de Beja”, destacou o candidato, sublinhando que o concelho tem “um potencial na área da logística muito importante”.
“Temos de ter a inteligência de saber projetar o futuro da logística no território, sob pena de perdermos oportunidades para outros territórios que são mais rápidos a decidir e mais rápidos a pensar”, avisou.
Henrique Sim-Sim, que falava à agência Lusa na Estação Ferroviária de Évora, ao final da manhã de hoje, no âmbito de uma ronda de visitas centrada na logística, propôs a criação de uma marca – Évora Logistics Gateway – para apoiar o desenvolvimento e gerir os polos pertencentes a essa área.
Trata-se de uma marca para projetar a cidade e o território na área da logística, que “emprega muita gente”, afirmou o candidato da coligação liderada pelo PSD.
As visitas de hoje, relatou à Lusa, permitiram constatar esse facto, já que a comitiva se deslocou a empresas do Mercado Abastecedor da Região de Évora (MARÉ) e ao Polo Logístico Noites, que já acolhe uma unidade de expedição de componentes eletrónicos produzidos na fábrica de Évora da TE – Tyco Electronics.
“Numa das empresas estavam cerca de 80 pessoas, noutra estavam cerca de 50 e no MARÉ, no global, estarão cerca de 500 pessoas a trabalhar”, contou, realçando que Évora tem de “projetar o futuro da cidade ligada à logística de uma forma inteligente e proativa”.
Aludindo ao Corredor Internacional Sul, investimento com obras em curso e focado no transporte ferroviário de mercadorias (prevê ainda o transporte de passageiros), para ligar o Porto de Sines e a fronteira com Espanha, com passagem por Évora, Henrique Sim-Sim quer “acelerar a discussão” em torno da localização da plataforma ferroviária logística no concelho.
No seu entender, é preciso “relocalizar a proposta que estava prevista, que não serve aos operadores de logística”. A plataforma ferroviária logística de Évora, acrescentou, está pensada para “uma zona que não tem acessos” e está “desqualificada”.
“Temos que olhar para aquilo que é o eixo da autoestrada A6, com a nova variante que vai ligar ao IP2”, sustentou, referindo que essa zona interessa aos operadores para aí se instalarem.
Além de Henrique Sim-Sim, concorrem à Câmara de Évora João Oliveira, pela CDU (PCP/PEV), Carlos Zorrinho, pelo PS, Florbela Fernandes, pelo Movimento Cuidar de Évora (MCE), Ruben Miguéis, pelo Chega, Pedro Ferreira, pelo Bloco de Esquerda (BE) e Fábio Cabaço, pela Iniciativa Liberal (IL).
O atual executivo municipal, liderado por Carlos Pinto de Sá (CDU), a cumprir o seu terceiro e último mandato, é composto por dois eleitos da CDU, dois do PS, dois do PSD e um do MCE, mas a mesa da assembleia municipal está ‘nas mãos’ dos socialistas.

















