A Câmara Municipal de Alandroal aprovou, recentemente, o orçamento municipal para 2025, no valor de 16,7 milhões de euros. O documento obteve os votos favoráveis dos quatro eleitos pelo Partido Socialista (PS) e a abstenção da representante do Nós Cidadãos.
O serviço da dívida permanece como o maior desafio financeiro do município, exigindo um esforço de 1,35 milhões de euros em amortizações e juros ao longo do próximo ano.
João Grilo, presidente da câmara, destacou que «os erros do passado continuam a condicionar o presente», referindo que este montante permitiria concretizar investimentos significativos, como a biblioteca municipal, que ainda aguarda financiamento.
Apesar das restrições orçamentais, o município projeta investimentos assentes, sobretudo, em fundos comunitários, com destaque para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Em 2025, estão previstas intervenções como a criação da Loja do Cidadão de Alandroal e a construção de extensões de saúde nas localidades de Hortinhas, Orvalhos, Pias e Santiago Maior.
O orçamento também contempla a continuidade de obras de requalificação na Fortaleza de Juromenha e no Centro Interpretativo do Castelo de Alandroal, prevendo ainda o início do Centro Náutico de Juromenha, já financiado pelo Turismo de Portugal.
A autarquia conta reforçar as verbas disponíveis ao longo do próximo ano, nomeadamente através de projetos do Alentejo 2030, que garantem 3,5 milhões de euros para intervenções em áreas como património, sustentabilidade, desenvolvimento empresarial e redes de água e saneamento. Entre as iniciativas previstas, incluem-se a requalificação do Castelo de Terena e a segunda fase do Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova.
Em termos de inovação, o município prepara o lançamento do projeto H2tALENT, para testar tecnologia de hidrogénio em veículos municipais, e a implementação da rede 5G em áreas menos servidas, no âmbito do programa 5G RURAL.
No setor habitacional, será disponibilizada uma nova oferta de lotes para construção em várias localidades. Está ainda em avaliação a primeira candidatura submetida no âmbito da Estratégia Local de Habitação – 1.º Direito, que prevê 14 novas habitações e a reabilitação de uma unidade já existente.
O próximo ano será ainda marcado pela entrada em vigor do novo Plano Diretor Municipal e por um conjunto de regulamentos, como o Regulamento de Urbanização e Edificação e a atualização da Tabela de Taxas Municipais. Está também previsto o reforço dos apoios sociais à população idosa e das bolsas de estudo para estudantes do ensino superior.



















