O Teatro Garcia de Resende, em Évora, terá uma agenda diversificada em 2025, com 72 espetáculos confirmados, num ano que celebra o cinquentenário do Centro Dramático de Évora (Cendrev).
Entre os destaques estão 22 concertos, 17 peças de teatro, 4 espetáculos de dança, além de circo, cruzamentos disciplinares, performances, conversas e marionetas. Outros eventos de grande dimensão, como a Bienal Internacional de Marionetas de Évora (BIME) e o Encontro de Teatro Ibérico, reforçam a programação.
José Russo, diretor do Cendrev, sublinhou a importância do cinquentenário como momento de celebração e reflexão sobre a história da companhia. «Este é um marco essencial, não apenas para o Cendrev, mas também para Évora e para a cultura no Alentejo. Queremos que 2025 seja um ano que evidencie o nosso contributo ao longo destas cinco décadas», afirmou.
No âmbito das comemorações, o Cendrev planeia uma exposição e um catálogo sobre o trabalho realizado. «Acho que faz todo o sentido. Ainda por cima, estamos a caminho da Capital Europeia da Cultura, e seria importante deixar esta marca que homenageie o passado e inspire o futuro», acrescentou José Russo. A celebração começará com um evento público no dia 11 de janeiro, data de aniversário da companhia.
A programação teatral inclui a peça «João Cabral Encena Otelo», do dramaturgo Fabrice Melquiot, em cena de 20 de fevereiro a 16 de março, e a produção «Sonho de uma Noite de Verão», cuja estreia está marcada para 16 de outubro. «Esta última será um espetáculo de grande formato, envolvendo antigos colaboradores e a comunidade local. Queremos que seja uma peça que traga Évora para o palco», referiu José Russo.
A BIME, que decorrerá de 3 a 8 de junho, contará com cerca de 30 companhias e quase 100 apresentações. Além disso, o Encontro de Teatro Ibérico, em parceria com companhias portuguesas e espanholas, reforça a componente internacional da programação. «É uma oportunidade para mostrar que o Cendrev continua a ser uma referência em produção e difusão artística», destacou.
Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara de Évora, realçou o impacto cultural do teatro e o trabalho conjunto com o Cendrev. «Esta programação demonstra o papel central do Teatro Garcia de Resende na vida cultural da cidade e da região. É um investimento essencial na cidadania, na juventude e no futuro de Évora», afirmou.
O autarca destacou ainda a relevância de manter o financiamento anual de 400 mil euros, cofinanciado pela Direção-Geral das Artes e pelo município. «Sem este apoio, seria impossível manter a qualidade e diversidade da programação. Não podemos recuar nos avanços conquistados. Este é um investimento, não uma despesa», frisou Carlos Pinto de Sá.
José Russo reforçou a necessidade de continuidade do financiamento. «Sem estes meios, voltamos ao passado, com uma programação limitada a trocas de espetáculos e iniciativas pontuais. As pessoas na cultura também têm contas para pagar, e garantir este apoio é assegurar que a cultura continua a ser um motor de desenvolvimento», argumentou.
O cinquentenário do Cendrev prepara o palco para a Capital Europeia da Cultura em 2027, consolidando o papel do Teatro Garcia de Resende como referência cultural. «Estamos a criar as condições para que o teatro tenha uma programação ainda mais internacional e relevante no futuro. Este é um esforço coletivo que beneficia toda a comunidade», concluiu Carlos Pinto de Sá.

























