O Cromeleque dos Almendres, um dos mais importantes monumentos megalíticos da Península Ibérica, reabriu ao público após uma intervenção de conservação que decorreu ao longo do último ano.
A obra foi coordenada pela Câmara Municipal de Évora em parceria com a tutela e o Grupo Pro-Évora, com o objetivo de proteger o monumento do impacto da erosão do solo causado pela visitação.
Para minimizar os efeitos do pisoteamento, foi implementado um novo circuito de visitação que envolve o recinto megalítico, enquanto está programada, para o final do ano, uma intervenção para reabilitar o trajeto de acesso ao local.
Durante os trabalhos de conservação, a equipa de arqueologia do município identificou um novo menir, elevando o número total de monólitos no Cromeleque para 95. Este menir, com cerca de 1 metro e 30 centímetros, encontrava-se tombado e coberto por vegetação, o que dificultava a sua identificação até ao momento. A descoberta reforça a importância deste sítio arqueológico, que foi identificado pela primeira vez em 1964 pelo arqueólogo Henrique Leonor Pina.
A Câmara Municipal de Évora, em paralelo com as atividades de conservação, promove uma série de eventos culturais, como a exposição temporária “Do Cabeço da Anta ao Alto das Pedras Talhas”, patente no Palácio de D. Manuel até 28 de outubro, que explora o processo de descoberta e estudo do Cromeleque dos Almendres e da Anta Grande do Zambujeiro.
No próximo fim de semana, a iniciativa “Equinócio Megalítico” trará a Valverde uma visita orientada à Anta Grande do Zambujeiro e a projeção de um documentário sobre estes monumentos, promovendo o envolvimento da comunidade local, muitos dos quais descendentes de participantes nas intervenções arqueológicas dos anos 60.



















