O Governo pretende reabrir a linha ferroviárias entre os concelhos de Beja e Ourique, o que permitirá o aumento dos serviços de transportes e criar uma nova linha entre Sines e Grândola
A informação foi avançada a’ODigital.pt pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Francisco Frederico, no final do Conselho Regional da CCDR Alentejo, que se realizou esta segunda-feira e onde foi apresentado o (PFN).
Segundo explicou o secretário de Estado das Infraestruturas, Francisco Frederico, “para além daquilo que já é conhecido, nomeadamente a linha que está em construção entre Évora e Elvas, a modernização e eletrificação da linha Casa Branca – Beja, que já está em projeto e que planeamos fazer até 2030, o Plano Ferroviário Nacional quer dar uma muito melhor cobertura da rede ferroviária no Alentejo e como em primeiro lugar, nós planeámos eletrificar a totalidade da rede ferroviária nacional até 2030 e isso inclui a eletrificação da linha do Leste e assim melhorar o serviço de transporte de mercadorias e passageiros, depois o Plano Nacional propõe a reabertura da linha do Alentejo entre Beja e Ourique”
Francisco Frederico explicou que a reabertura da linha Beja Ourique vai permitir não só dar um itinerário alternativo pra as mercadorias que saem de Sines, mas também “vai permitir ter serviços intercidades de Lisboa ao Algarve que passassem por Beja e conseguisse ter uma maior frequência”.
O governante adiantou que o PFN “contempla ainda uma nova linha que ligará Sines a Grândola, que servirá não só para melhorar a capacidade de transporte de mercadorias do porto de Sines, mas que também servirá para dar ou levar novamente o transporte de passageiros até Sines e depois fica aqui em aberto a hipótese de ou haver um maior investimento na linha do Sul para reduzir o tempo viagem de Lisboa ao Algarve ou, em alternativa, de haver uma nova ligação que conseguisse colocar Évora, Beja e Faro no mesmo eixo e que permitir que o Alentejo ficasse ligado tanto a Lisboa como ao Algarve e com a ligação que está prevista nas redes transeuropeias do Algarve, a Andaluzia, também a Huelva e a Sevilha.”
Questionado sobre o facto do interior alentejanos e dos projetos ansiados ficarem de fora do plano, nomeadamente um terminal de mercadorias próximo de Alandroal e uma melhor ligação ferroviária à cidade de Portalegre, Francisco Frederico referiu que “na verdade, se colocarmos no mapa as linhas que eu acabei de mencionar, nós temos investimento por todo o Alentejo, temos no Alto Alentejo com a eletrificação da linha do Leste, que não é coisa pouca, temos linha nova já em construção no Alentejo Central e queremos modernizar e reabrir linha no Baixo Alentejo e queremos construir linha nova no Alentejo Litoral e melhorar o serviço nas linhas existentes”, acrescentando que “normalmente as pessoas olham para isso em termos de números de investimento em obra de infraestrutura, mas não é só isso que conta, às vezes nós temos a infraestrutura já disponível e o serviço que lá está é débil e precisamos só de pequenos investimentos, às vezes de investimentos que não são aqui no território, para nós conseguirmos melhorar o serviço que existe nessa infraestrutura”
O plano apresentado não agradou a grande parte dos autarcas presentes no Conselho Regional, com a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho a referir que “tínhamos alguma esperança neste Plano Ferroviário, mas agora que tomámos conhecimento dele tivemos alguma deceção”, lamentando que “se estejam a apresentar projetos que têm como meta 2050, que é o mesmo que dizer eu não se fará nos próximos tempos e nós queremos é soluções para um futuro próximo”. A autarca de Portalegre lamentava assim a falta de investimento no Alto Alentejo, nomeadamente no melhoramento do acesso ferroviário a Portalegre.
Já sobre possível construção de um terminal de mercadorias na zona de Alandroal, o secretário de Estado das Infraestruturas pouco adiantou referindo aos autarcas da zona dos mármores e de Alqueva que “não conheço ao pormenor ainda o estudo que foi realizado”. Já os autarcas saíram do Conselho Regional e da apresentação deste plano ferroviário com “uma mão cheia de nada”, como nos disse um dos autarcas.














































