A GNR apreendeu 3.750 litros de combustível, acondicionado em 125 jerricãs, transportados numa viatura ligeira de mercadorias de matrícula espanhola, no concelho de Castro Verde, distrito de Beja, indicou hoje fonte daquela força de segurança.
Contactada pela agência Lusa, a mesma fonte do Comando Territorial de Beja da GNR explicou que o veículo, conduzido por um homem, de 43 anos, foi fiscalizado pela Guarda junto da localidade de Santa Bárbara de Padrões, concelho de Castro Verde.
A viatura, relatou, foi abordada pelos militares da força de segurança, às 11:00 de sábado, quando circulava na Estrada Municipal 1139 (EM1139), no distrito de Beja.
“Na fiscalização à viatura, foi possível ver que, na zona destinada à carga, se encontravam diversos jerricãs de combustível”, disse.
O condutor, de nacionalidade espanhola, foi questionado pelos militares “acerca da origem do combustível” e se “possuía algum documento de transporte ou comprovativo de aquisição, mas não quis revelar qualquer pormenor”.
A viatura, acompanhada pelo condutor, foi transportada para o Posto da GNR de Castro Verde, onde foi alvo de uma busca, tendo a Guarda verificado que transportava “125 jerricãs de 30 litros cada, o que totaliza os 3.750 litros de combustível”.
“O combustível foi apreendido e o condutor foi libertado e indicado como testemunha do transporte sem a necessária documentação”, exigida por lei, acrescentou a fonte da GNR.
O jornal Correio da Manhã noticiou, no sábado à noite, que a GNR apreendeu nesse dia, na zona de Santa Bárbara de Padrões, “milhares de litros de combustível destinados a narcolanchas no Algarve”, utilizadas “para o tráfico de droga”.
De acordo com o jornal, os “mais de três mil litros de gasóleo” eram transportados “numa carrinha branca alugada”, que seria proveniente de Badajoz, em Espanha, conduzida por “um cidadão espanhol”.
O combustível teria “como destino o Algarve” e serviria, “segundo as autoridades, para abastecer narcolanchas utilizadas no tráfico de droga”.
A fonte da GNR contactada hoje pela Lusa disse que o caso vai continuar a ser investigado por aquela força de segurança, mas escusou-se a estabelecer qualquer relação entre o combustível apreendido e o tráfico de droga.



















