Espetáculos de contos, atividades para pais e filhos, oficinas, exposições e um mercadinho de livros são algumas das iniciativas da 18.ª edição das Palavras Andarilhas, festival que decorre em Beja entre sexta-feira e domingo.
Organizada pela Câmara de Beja, através da Biblioteca Municipal José Saramago, a Festa da Palavra Contada – Palavras Andarilhas tem como tema, este ano, “O Conto Tradicional: Memória e Tradição”.
Organizado desde 1999, com periodicidade bienal desde 2002, o festival celebra, neste ano, a sua “maioridade” e vai decorrer no Jardim Gago Coutinho e Sacadura Cabral, vulgarmente conhecido como Jardim Público de Beja, e na biblioteca municipal.
“As Palavras Andarilhas são claramente um dos grandes patrimónios culturais contemporâneos de Beja que, ao longo dos anos, tem afirmado a cidade como um ponto de encontro nacional e internacional em torno da narração oral, da leitura dos livros e da preservação da memória coletiva”, disse à agência Lusa o vereador da Câmara de Beja com o pelouro da Cultura, Vítor Picado.
Segundo o autarca, a iniciativa tem permitido criar “uma identidade própria e reconhecida” entre a capital de distrito “a cultura, a leitura e a tradição oral” com diferentes públicos.
De entre as diferentes atividades propostas, o responsável destaca a gratuitidade das oficinas como um dos “momentos altos” do certame que, neste ano, assinala a sua “maioridade”.
“Uma das novidades nesta edição é justamente as inscrições nas oficinas serem gratuitas, permitindo que mais pessoas possam participar e visitar o evento, [desde] famílias, crianças, jovens, idosos e visitantes que, muitas vezes, não frequentam os equipamentos culturais”, justificou.
Para Vítor Picado, as expectativas estão altas e o município espera “que possa vir a Beja um conjunto de pessoas que se sinta atraído pela partilha de histórias e experiências”.
A anteceder o arranque oficial das Palavras Andarilhas, marcado para sexta-feira, realiza-se já hoje um “Jantar Narrado”, onde “as histórias vão sentar-se à mesa numa noite que pretende antecipar o ambiente de encontro e celebração da narração oral”.
“Cristina Taquelim, Jorge Serafim e Luzia do Rosário serão os contadores responsáveis por trazer à mesa histórias e memórias”, refere a autarquia em comunicado.
No que respeita a programação no Jardim Público, na sexta-feira, os destaques vão para os espetáculos os “Carreta das Lendas – Contadores de Histórias” e “O Coreto”, as sessões “Contos da Terra Trailarilolela!”, “Vitória, vitória, esta história é obrigatória” e “Eu conto para que tu sonhes” e a tertúlia “Histórias que mudam de boca em boca”.
No sábado realizam-se, para além de momentos de contos, sessões infantis, tertúlias e rodas de leitura, as oficinas “Promover a leitura com adolescentes: Princípios, estratégias e práticas”, “Literatura infantojuvenil: Como os livros para os mais novos acompanham momentos de viragem histórica”, “Ler para incluir: A revolução dos formatos acessíveis”, “Abraçar com palavras”, “Conta! … Com o Kamishibai”, “Prazeres e perigos de contar histórias” e “Trilho da narração oral”.
O “Pôr do sol de contos”, com Valter Peres, Estefânia Surreira e Fábio Superbi, e o “Baile Mandado”, da responsabilidade da Associação para a Promoção da Música e Dança – Pé de Xumbo, são dois dos destaques do programa do último dia, que oferece mais contos, uma roda de leitura e atividades para pais e filhos.
Segundo a câmara, o festival inclui ainda oficinas de capacitação, dirigidas a mediadores de leitura, relacionadas com “o saber fazer, desde a arte de contar, ler e escutar” até “às ferramentas para aguçar a imaginação e o ofício da escrita”.
Estão também visitáveis, na biblioteca municipal, as exposições “Ao Sabor do Tempo – Verão”, uma criação artística de Paula Estorninho e Rui Cambraia, e “Celebrar o Douro, Sempre – 20 Escritores/20 anos do Douro Património da Humanidade”, do pintor Emerenciano.
A sessão de abertura está agendada para sexta-feira, às 17:30 horas, no “Auditório do Coreto” no Jardim Público.

















