A Ervideira registou um crescimento de 10,5% no penúltimo trimestre de 2025, atingindo uma faturação de 2,2 milhões de euros. Os dados foram divulgados pela empresa, que continua a crescer num contexto de retração do mercado mundial de vinhos.
De acordo com o Diretor Executivo da Ervideira, Duarte Leal da Costa, «tais resultados têm origem num trabalho de vários anos, focado na inovação, como é o caso do Invisível, bem como dos vinhos Conde D’Ervideira, Vinha D’Ervideira e Flor de Sal».
No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a empresa apresenta igualmente um crescimento de dois dígitos, verificado de forma equilibrada entre os mercados de exportação, o mercado interno e o enoturismo.
O responsável sublinha que «embora o mercado dos vinhos esteja a passar por um período mais delicado a nível mundial, não se verifica o mesmo no consumo de álcool no seu todo». Segundo Duarte Leal da Costa, o aumento do consumo de cerveja e de bebidas espirituosas, sobretudo entre os mais jovens, está a reduzir a procura de vinho, levando países como França a «pagar para arrancar vinhas». Ainda assim, refere que «a Ervideira continua a responder bem em termos de vendas e crescimento».
Com 145 anos de história, a empresa emprega atualmente 50 trabalhadores, que o Diretor Executivo descreve como «motivados para o sucesso e para a inovação». A Ervideira aposta num equilíbrio entre vinhas antigas e novas, adaptadas às tecnologias modernas, mantendo uma estratégia de expansão para novos mercados e consumidores.
Duarte Leal da Costa considera que «todas estas variáveis fazem com que a empresa, mesmo num mercado mundial recessivo, esteja em contramão e positiva para o futuro».
No segmento do enoturismo, a marca aposta em experiências personalizadas, adaptando a oferta de vinhos às preferências dos visitantes. A Ervideira prepara ainda o lançamento de um novo vinho que, segundo o responsável, «vai ombrear com o Invisível» e será apresentado na época natalícia.


















