Presidente da Ass. Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral diz que recuo no desconfinamento é “incompreensível”

O NERBE/AEBAL – Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral veio a público, esta semana, mostrar o seu descordo com as medidas de confinamento aplicadas aos municípios do Alentejo que recuaram no desconfinamento.

O presidente da Associação Empresarial, Filipe Pombeiro, refere que é “incompreensível”, que as empresas dos concelhos que recuam no desconfinamento não possam voltar “a respirar alguma normalidade.”

Refere o responsável que “o critério utilizado penaliza os concelhos de menor população e de maior área geográfica, como são os casos da maioria dos nossos concelhos, não conseguimos encontrar uma única explicação que justifique um critério cego, igual para todo o País e que, na fórmula de cálculo não inclua uma variável, que tenha em conta a dimensão do concelho.”

Já sobre o caso de Odemira, Filipe Pombeiro salienta que “apesar do número de incidências ser bastante maior, é preciso não esquecer que grande parte está localizado na população migrante e que, estes mesmos migrantes, que são mais de vinte mil não contam para o cálculo da população existente.”

“Mais uma vez, uma fórmula mal elaborada implica, que o concelho retroceda para a fase um, o que obsta que os empresários desse concelho possam abrir e voltar a ter as receitas que tanto precisam para manter os seus postos de trabalhos e continuarem em atividade”, critica o responsável.

O presidente do NERBE/AEBAL pretende que se “sigam critérios justos, equitativos e que tratem situações distintas, de forma também distinta, uma vez, que o nosso território e o nosso Alentejo são tão diferentes de outras zonas do País.”

Filipe Pombeiro descorda também das “regras de encerramento dos restaurantes ao fim de semana às 13H00, porque para além de não encontrarmos nenhuma relação entre as infeções e os horários, impossibilita que, do ponto de vista económico justifique abrir estas unidades ao fim-de-semana. Bastaria que o horário de fecho fosse às 15H00, para que os nossos restaurantes pudessem, pelo menos, trabalhar no horário do almoço.”

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