Urgência pediátrica do Hospital de Évora em risco de encerrar por falta de médicos, alerta Sindicato dos Médicos

O Sindicado dos Médicos da Zona Sul veio a público, esta segunda-feira, alertar para o facto da urgência pediátrica do Hospital de Évora estar em risco de encerrar por falta de médicos.

Segundo o Sindicado, o serviço de pediatria “atravessa uma grave carência de médicos pediatras, o que põe em risco o seu funcionamento, já a partir do próximo dia 1 de setembro”, pois “conta atualmente com 6 médicos pediatras, dos quais apenas 3 realizam trabalho noturno, por questões de limites de idade legalmente previstos, o que faz com que nem o recurso a trabalho extraordinário é suficiente para assegurar a escala de urgência.”

Esta é uma situação que se “arrasta há vários anos, e os médicos têm vindo a sinalizar, por várias vezes, a sua preocupação ao Conselho de Administração (CA) do HESE e também à Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo. Apesar disso, estas estruturas gestoras deixaram deteriorar a situação, sem nunca terem encontrado uma solução. Nos últimos anos, 5 pediatras abandonaram o Serviço”, refere ainda o SMZS.

O Sindicato acusa ainda o Conselho de Administração (CA) do Hospital de Évora de “pressionar os médicos para que preencham as escalas de urgência, mesmo não cumprindo as recomendações mínimas de segurança preconizadas pelo Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos, que exigem 2 médicos especialistas em presença física.”

Na comunicação hoje feita, o Sindicato denuncia que “desde o início da pandemia por SARS-CoV-2, o CA determinou que o horário semanal destes 6 médicos fosse maioritariamente ou integralmente cumprido em urgência, com prejuízo da restante atividade assistencial em consulta e internamento.”

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