A procura por quartos para arrendar registou aumentos de 160% em Beja e de 87% em Évora no segundo trimestre de 2026, face ao mesmo período do ano passado, segundo o relatório trimestral do idealista. Portalegre contrariou esta tendência, com uma descida de 19%.
Beja foi mesmo a cidade portuguesa analisada onde a procura mais aumentou, à frente de Coimbra, com 120%, e do Porto, com 104%. Em Évora, a subida de 87% colocou a cidade também entre os mercados com maior crescimento da procura.
A evolução acontece num contexto nacional em que a procura por quartos aumentou 27%, enquanto a oferta diminuiu 11%. O preço mediano dos quartos em casas partilhadas subiu 1% em termos homólogos.
Beja regista subida de 12% nos preços
Além do aumento da procura, Beja registou uma subida de 12% no preço dos quartos, uma das maiores variações entre as cidades analisadas. Em junho, o preço mediano situava-se nos 280 euros mensais.
A oferta de quartos em Beja aumentou 29% face ao segundo trimestre de 2025, não acompanhando, contudo, o crescimento de 160% registado na procura.
Entre as 20 cidades consideradas na análise, apenas Funchal e Vila Real registaram aumentos superiores no preço dos quartos, ambos de 14%.
Quarto em Évora custa 370 euros por mês
Em Évora, o preço mediano de um quarto atingiu os 370 euros mensais em junho, depois de uma subida homóloga de 6%. A procura aumentou 87%, enquanto a oferta disponível diminuiu 10%.
Dos três distritos alentejanos presentes no relatório, Évora apresenta o preço mediano mais elevado. Seguem-se Beja, com 280 euros mensais, e Portalegre, com 240 euros.
Portalegre contraria evolução de Beja e Évora
Portalegre apresenta uma realidade distinta. O preço mediano dos quartos recuou 4% para 240 euros por mês, enquanto a procura diminuiu 19%.
Ao mesmo tempo, a oferta disponível na cidade aumentou 35% face ao mesmo período do ano anterior.
Portalegre foi, juntamente com Bragança, uma das cidades onde o preço dos quartos diminuiu no período analisado.
Procura nacional sobe 27%
A nível nacional, o preço mediano de um quarto situava-se nos 492 euros em junho. Lisboa mantém o valor mais elevado entre as cidades analisadas, com 550 euros por mês, seguindo-se o Funchal, com 500 euros, e o Porto, com 450 euros.
Segundo a metodologia do relatório, foram consideradas apenas cidades com uma base estável de anúncios no idealista durante o período analisado e com um mínimo de 30 anúncios.

















