Deco Proteste lança plataforma para ajudar estudantes a encontrar alojamento

A Deco Proteste lançou hoje uma plataforma para apoiar os estudantes deslocados a encontrar quarto, reunindo num único ‘site’ as soluções de alojamento disponibilizadas pelas universidades e autarquias.

Depois de divulgados, no domingo, os resultados da 1.ª fase do concurso, o próximo passo no acesso ao ensino superior para milhares de estudantes colocados longe de casa é agora garantir alojamento.

A partir de hoje, a plataforma ‘querocasa.pt’, da Deco Proteste, passa a contar com duas novas ferramentas para apoiar os alunos deslocados nesse desafio, marcado pela falta de oferta e os preços elevados no mercado de arrendamento.

“O objetivo é facilitar uma pesquisa que, num momento particularmente exigente para as famílias, continua muitas vezes dispersa por diferentes canais de informação”, explica a organização de defesa do consumidor em comunicado.

As novas ferramentas vão permitir pesquisar soluções de alojamento disponibilizadas pelas instituições de ensino superior e, por outro lado, perceber quais os municípios que dispõem de oferta de alojamento para estudantes ou programas específicos de apoio a deslocados.

A informação foi recolhida entre fevereiro e março, mas “será atualizada sempre que sejam obtidos novos dados junto das entidades envolvidas”.

Citada no comunicado, a porta-voz da Deco Proteste explica que a intenção é simplificar uma tarefa complexa e para a qual os ‘caloiros’ já não dispõem de muito tempo, uma vez que as aulas arrancam já em setembro.

“Queremos tornar essa procura mais simples, concentrando num único espaço informação que permita comparar alternativas, conhecer apoios e tomar decisões mais informadas”, sublinha Magda Moura Canas.

Além da nova plataforma, a Deco Proteste recomenda às famílias que comecem a procurar alojamento tão cedo quanto possível e que se mantenham atentas ao mercado ao longo do ano, com disponibilidade para, se necessário, repensar a escolha.

Sugere também que considerem opções nos concelhos próximos, onde as rendas médias são, habitualmente, mais baixas comparativamente às principais cidades, como Lisboa, Porto, Coimbra e Aveiro.

Perto de 50 mil estudantes foram colocados na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, ocupando 88,9% das vagas.

Entre os mais de 60 mil candidatos, 49.991 conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública, mais 6.092 do que no ano passado, e o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020.

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