A proposta de revisão do Plano de Urbanização (PU) de Évora, que aponta para o crescimento da cidade, com mais de 7.000 novos fogos e um ‘cluster’ de saúde, está em discussão pública até 12 de outubro.
“É um plano moderno para a próxima década que permita a Évora romper uma certa estagnação do ponto de vista urbanístico e desenvolver-se nas grandes linhas da modernidade”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente do município, Carlos Zorrinho (PS).
Segundo o autarca, esta fase de discussão pública da proposta, iniciada na segunda-feira, segue-se à aceitação do documento técnico por parte da câmara e a um outro período em que foram recolhidos contributos.
“Agora, o que temos é o documento após a conferência procedimental, que vai ser sujeito à possibilidade de análise e verificação” nesta discussão pública por parte de qualquer pessoa ou entidade, referiu.
Carlos Zorrinho explicou que as sugestões que resultarem deste processo “serão ponderadas do ponto de vista político” para inclusão na proposta, seguindo-se a apreciação do documento final na câmara e, se aprovado, em assembleia municipal.
De acordo com o aviso publicado em Diário da República (DR), os interessados podem enviar as suas reclamações ou sugestões pelo correio para a câmara ou para o endereço de correio eletrónico cmevora@cm-evora.pt ou entregar na Divisão de Ordenamento e Reabilitação Urbana do município.
Os documentos que integram a proposta estão disponíveis para consulta nas instalações dos serviços técnicos municipais da Divisão de Ordenamento e Reabilitação Urbana do município.
Nas declarações à Lusa, o presidente da câmara considerou que o PU proposto “é ambicioso e está pensado para uma cidade que possa crescer, de forma sustentável, e para que a cidade possa ter maior mobilidade”.
“É um plano que também vai permitir um maior desenvolvimento na área industrial, nas zonas de localização de serviços, na área comercial, procurando também reequilibrar a malha urbana”, assinalou.
Neste caso, o autarca realçou que se pretende que “não haja, como há hoje, um funil em que praticamente tudo o que é atividade económica e empresarial está de um lado da cidade e a parte habitacional está na outra parte”.
Entre outros objetivos, Zorrinho disse que se mantém a previsão de se poderem construir mais de 7.000 novos fogos, alguns com “modelos que tornam mais atrativa e também mais acessível a construção”, além do ‘cluster’ da saúde junto ao novo hospital, ainda em construção.
“Todas as participações são úteis e, no final, o resultado será a síntese política da participação cívica interpretada depois por aqueles que têm esse mandato, que são os membros do executivo da câmara e da assembleia municipal”, sublinhou.
O autarca lembrou que a gestão PS do município tinha o objetivo inicial de ter o PU publicado em DR em outubro, mas admitiu que “provavelmente isso não vai ser possível”.
“Agora, o objetivo é até ao final do ano. Se não se conseguir, que seja no princípio do próximo”, acrescentou.
















