A Rede Stay Cool já conta com 18 refúgios climáticos certificados no Alentejo, distribuídos pelos concelhos de Almodôvar, Arronches, Castelo de Vide, Cuba e Mourão. Os dados foram divulgados esta quarta-feira pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo (ERT).
Almodôvar e Cuba concentram a maioria dos espaços, com sete refúgios climáticos em cada concelho. Mourão dispõe de dois, enquanto Arronches e Castelo de Vide contam com um espaço cada.
Os locais são os primeiros a receber o selo Stay Cool no território do Alentejo, após a apresentação do programa Refúgios Climáticos, realizada a 19 de junho, na Igreja de Santiago, em Monsaraz. A localização e as características dos espaços podem ser consultadas na plataforma da Rede de Refúgios Climáticos.
Almodôvar e Cuba reúnem 14 refúgios climáticos
A Entidade Regional de Turismo pretende que a rede seja alargada a outros municípios do Alentejo e Ribatejo. O comunicado não identifica os próximos concelhos abrangidos nem estabelece um calendário para a expansão.
A ERT considera que estes espaços podem contribuir para a adaptação do território aos períodos de temperaturas elevadas, disponibilizando condições de proteção a residentes e visitantes.
«Temos a noção que este programa é muito importante para o Alentejo e Ribatejo e em especial para as zonas do interior e estamos bastante empenhados na sua disseminação pela região», afirmou José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.
Segundo o responsável, a área de apoio ao investimento da entidade está a colaborar com os municípios na preparação das candidaturas e no registo dos locais propostos para integrarem a plataforma.
O que devem assegurar os refúgios climáticos
Os refúgios climáticos podem funcionar em espaços interiores ou exteriores, públicos ou privados, desde que ofereçam gratuitamente condições de proteção e conforto durante períodos de calor extremo.
O Despacho Normativo n.º 9/2026 estabelece como requisitos o acesso gratuito, a existência de lugares sentados, água potável, sinalização da rede e condições de conforto térmico.
Nos espaços interiores devem existir sistemas de climatização ou ventilação. Os refúgios exteriores devem disponibilizar sombra natural ou artificial e soluções de arrefecimento, que podem incluir vegetação, jogos de água ou proximidade de planos de água.
O horário de funcionamento deve abranger o período entre as 11h00 e as 17h00 nos dias de maior calor, com possibilidade de alargamento em situações de alerta ou de onda de calor.
Autarquias podem receber apoios até 75 mil euros
A criação e qualificação dos refúgios climáticos conta com uma dotação nacional de um milhão de euros, disponibilizada pelo Turismo de Portugal através do Programa Crescer com o Turismo.
O aviso de concurso da Rede Stay Cool destina-se a câmaras municipais e juntas de freguesia, que podem apresentar candidaturas individualmente ou em associação.
O apoio é não reembolsável e corresponde a 80% das despesas elegíveis, até ao limite de 75 mil euros por candidatura individual ou por cada entidade que participe numa candidatura conjunta.
Entre as intervenções abrangidas encontram-se a instalação de sistemas de climatização e ventilação, a criação de zonas de sombra, a plantação de árvores, a disponibilização de pontos de água, a instalação de nebulizadores, a aquisição de mobiliário urbano e as melhorias de acessibilidade.
«Através da linha de apoio do Turismo de Portugal, será possível, por exemplo, financiar a criação de zonas urbanas de ensombramento, espaços verdes, melhorar o mobiliário urbano e instalar aspersores», referiu José Santos.




















