O PSD Setúbal defendeu hoje a integração da travessia para Troia no passe Navegante, tornando assim “mais sustentável o acesso a quem trabalha e a quem quer beneficiar das praias”.
Em comunicado, o PSD Setúbal refere que teve uma reunião com o presidente do Conselho de Administração comum à Administração do Porto de Lisboa (APL) e à Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), “com o intuito de acautelar os interesses dos setubalenses e azeitonenses, assim como de toda a região, relativamente ao acesso fluvial a Troia”
“Já é tempo de se encontrar uma solução sustentável e definitiva para a ligação ente as duas margens do Sado”, defende o PSD de Setúbal, considerando que a integração da travessia para Troia no passe Navegante pode ser uma solução, já que as populações de Setúbal e de Grândola precisam de uma travessia mais acessível e que as duas regiões (Área Metropolitana de Lisboa e Litoral Alentejano) beneficiariam com a medida.
O passe Navegante é um título de transporte que permite circular em toda a Área Metropolitana de Lisboa (AML), cobrindo todos os transportes públicos regulares nos 18 municípios da região.
A medida, adianta o PSD Setúbal, aliviaria também a pressão sobre as praias da Arrábida e seria “amiga do ambiente e das populações que das duas margens do Sado têm sentido a dificuldade que é trabalhar e usufruir desta região de uma forma sustentável”.
Na nota, o PSD Setúbal recorda que, ao longo dos anos, tem tido uma posição critica relativa à falta de acessibilidade dos setubalenses, quer às praias da Arrábida, quer às praias de Troia, e já tinha defendido a inclusão do passe Navegante na travessia do Sado.
Em junho, o Governo anunciou que está a avaliar alterações à concessão do transporte fluvial entre Setúbal e Troia, incluindo a integração daquela ligação no sistema tarifário Navegante, para melhorar acessibilidade, tarifas e sustentabilidade daquele serviço público.
Em resposta a uma pergunta BE, o Ministério das Infraestruturas e Habitação esclareceu que a APSSestá a analisar o enquadramento futuro da concessão e as soluções que melhor salvaguardem o interesse público, a continuidade e a qualidade do serviço, mas não adiantou qualquer calendário para uma eventual renegociação.
No que respeita à eventual integração desta ligação em mecanismos de apoio tarifário, o executivo disse ter conhecimento de iniciativas anteriormente desenvolvidas nesse sentido, mas considerou que “a concretização de soluções desta natureza depende da articulação entre as entidades com competência nas áreas dos transportes, da política tarifária e do financiamento, bem como da existência dos correspondentes mecanismos de compensação financeira”.

















