O 14.º Festival Internacional de Cinema de Marvão e Valencia de Alcántara decorre entre 7 e 15 de agosto, com projeções, concertos, dança, conversas com realizadores e iniciativas dedicadas à cultura nos territórios rurais.
A edição de 2026 do Festival Periferias começa no Castelo de Marvão e termina em Salorino, Espanha. Ao longo de nove dias, a programação passa por localidades e espaços dos dois lados da fronteira, incluindo Beirã, Santo António das Areias, São Salvador da Aramenha, Galegos, Castelo de Vide, Valencia de Alcántara, Fontañera, Las Casiñas e Carbajo.
O programa identifica 25 obras audiovisuais, entre longas-metragens, documentários, filmes de animação e produções relacionadas com as comunidades da raia.
João Nuno Pinto abre festival no Castelo de Marvão
A cerimónia de abertura está marcada para 7 de agosto, às 21h30, no Castelo de Marvão, e será seguida pela exibição de “18 Buracos para o Paraíso”, de João Nuno Pinto, que estará presente na sessão.
A coprodução entre Portugal, Itália e Argentina acompanha uma família confrontada com a decisão de vender uma propriedade num Alentejo marcado pela seca e pela transformação da paisagem.
A primeira noite termina, a partir das 23h30, com uma atuação de Toni Ferrino. O DJ e realizador apresenta uma sessão que cruza afrobeat, afro-soul, funaná, música popular brasileira e sonoridades latinas.
No dia seguinte, 8 de agosto, a Estação de Comboios de Beirã recebe “Un poeta”, de Simón Mesa Soto. A sessão começa às 21h30 e será seguida por um concerto dos Sabugueiros, banda criada em Marvão.
Filmes percorrem localidades portuguesas e espanholas
A programação de 9 de agosto começa em Santo António das Areias, com “A Memória do Cheiro das Coisas”, de António Ferreira. O realizador estará presente na exibição, marcada para as 11h00.
No mesmo dia, Valencia de Alcántara recebe “Todos los días domingo”, de Abraham López Feria, e “Los domingos”, de Alauda Ruiz de Azúa. A primeira sessão contará com a presença do realizador.
A 10 de agosto serão projetados “A Fox Under a Pink Moon”, de Mehrdad Oskouei, na Casa da Cultura de Valencia de Alcántara, e “Calle Málaga”, de Maryam Touzani, em Fontañera.
O filme de Maryam Touzani volta a ser exibido a 13 de agosto, desta vez na Praça da Igreja de Santo Ildefonso, em Salorino.
Produção assinala 800 anos do Foral de Marvão
A programação de 11 de agosto inclui “As Estações”, de Maureen Fazendeiro, e “Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta”, de Marco Altberg e Tainá de Luccas, no Grupo Desportivo Arenense, em Santo António das Areias.
À noite, o Largo da Igreja recebe “O Que Eu Gosto em Ti — Retratos Filmados — 800 Anos do Foral de Marvão”, um filme de Carlos Pérez com a participação de alunos do 9.º ano da Escola Básica Ammaia.
A produção assinala os 800 anos do Foral de Marvão através de retratos da comunidade escolar e de uma abordagem à memória coletiva e ao sentimento de pertença.
Segue-se “Vozes do Interior”, de Rafaé, sobre as memórias, tradições e afetos de mulheres do interior alentejano. A noite termina com uma atuação do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Santo António das Areias.
Em Las Casiñas, também a 11 de agosto, será exibido “La hija del cóndor”, de Álvaro Olmos Torrico.
Cinema de animação e antestreia em Castelo de Vide
Castelo de Vide integra o programa com três sessões. A 13 de agosto, o Cine-Teatro Mouzinho da Silveira recebe “Amélie et la Métaphysique des Tubes”, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han, no âmbito do projeto educativo “O Cinema Somos Nós”.
Na mesma noite será apresentada a antestreia de “Yellow Letters”, de İlker Çatak, também no Cine-Teatro Mouzinho da Silveira.
A 14 de agosto, o Castelo de Vide recebe “Arco”, filme de animação de Ugo Bienvenu. O programa inclui ainda “Decorado”, de Alberto Vázquez, na Casa da Cultura de Valencia de Alcántara.
Em Galegos, o Lagar Museu António Picado acolhe “My Way, a História de uma Canção”, de Thierry Teston e Lisa Azuelos. A sessão será seguida por um concerto do Four On Jazz Quartet.
Filme de Pedro Almodóvar encerra programação
O encerramento do festival realiza-se a 15 de agosto, no Espaço Cultural Victoria, em Salorino.
O programa começa às 18h30 com “Murales en Danza”, iniciativa que reúne projeções, conversas com artistas e uma improvisação de dança contemporânea junto a um mural.
A cerimónia de encerramento inclui a entrega do Prémio Tejo/Tajo Internacional — Reserva da Biosfera Transfronteiriça ao filme vencedor da 14.ª edição. O troféu foi criado pela escultora Maria Leal da Costa.
A última sessão está marcada para as 21h30, com “Amarga Navidad”, de Pedro Almodóvar. O filme acompanha um realizador em crise criativa que procura inspiração para uma nova produção a partir de acontecimentos vividos pelas pessoas que o rodeiam.
Liberdade orienta edição de 2026
A liberdade é o tema central desta edição. Na apresentação do programa, a diretora do festival, Paula Duque, explica que a organização propõe “uma reflexão em torno da liberdade”, através de filmes que abordam fronteiras culturais, políticas, geracionais, emocionais e íntimas.
A 8 de agosto, Porto Roque recebe também o IX Fórum Cultura e Ruralidades e o Encontro da Rede de Festivais e Gestores Culturais do Tejo Internacional. O programa inclui apresentações de projetos, debates e sessões de formação com agentes culturais de Portugal e Espanha.
Os bilhetes podem ser adquiridos através do site do Festival Periferias, no Bar Natural, no Contrabando Café ou nos locais das projeções.

















