O novo comandante do Comando Territorial de Évora da GNR, coronel Hélder Barros, reuniu-se com o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, num encontro em que foram analisadas as condições do atual posto, a construção de novas instalações e a segurança rodoviária no cruzamento de Bencatel.
A reunião decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, durante uma visita institucional realizada pelo responsável da GNR, que iniciou funções no Comando Territorial de Évora no dia 12 de março.
Entre os assuntos abordados estiveram ainda os efetivos disponíveis, a criminalidade no concelho e o policiamento de proximidade dirigido às populações mais envelhecidas ou isoladas.
Novo posto aguarda verba do Ministério da Administração Interna
Inácio Esperança revelou que a Câmara de Vila Viçosa já tem concluído o projeto do novo posto da GNR, faltando formalizar a transferência da verba necessária por parte do Ministério da Administração Interna (MAI).
«Vila Viçosa tem o projeto pronto para iniciar a obra», afirmou o presidente da autarquia, acrescentando que o município aguarda que o MAI, através da Secretaria-Geral, estabeleça o protocolo que permitirá transferir o financiamento.
Segundo o autarca, o investimento a assegurar pelo Ministério da Administração Interna ronda os 2,1 milhões de euros.
A Câmara Municipal já adquiriu o terreno, assegurou a elaboração do projeto e deverá executar uma rua lateral associada ao futuro equipamento.
«Já demos a nossa contribuição com a aquisição do terreno, com a feitura do projeto, e vamos fazer a rua lateral», explicou Inácio Esperança.
O início da empreitada permanece, contudo, dependente da assinatura do protocolo, acordo ou contrato-programa entre o Governo e a autarquia.
Comandante aponta condições do atual edifício
Hélder Barros identificou as condições do atual posto territorial de Vila Viçosa como uma das principais preocupações da GNR no concelho.
O comandante referiu não apenas as condições em que os militares prestam serviço, mas também o espaço disponibilizado aos cidadãos que se deslocam ao posto para apresentar queixas ou expor problemas.
«Aquilo que esperam é encontrar um espaço digno para apresentar as suas queixas ou os seus problemas», afirmou.
O responsável da GNR disse que já tinha conhecimento de que o processo se encontrava em fase de projeto, mas mostrou-se satisfeito com a informação transmitida pelo presidente da Câmara sobre o estado do procedimento.
Hélder Barros admitiu a possibilidade de os trabalhos começarem até ao final de 2026, embora o calendário dependa da formalização do financiamento pelo Ministério da Administração Interna.
Semáforos são solução apresentada para cruzamento de Bencatel
A segurança no cruzamento de Bencatel, num dos principais acessos a Vila Viçosa, foi outro dos assuntos discutidos durante a reunião.
Inácio Esperança revelou que a Infraestruturas de Portugal apresentou uma solução baseada na instalação de semáforos. A Câmara Municipal preferia a construção de uma rotunda, mas deverá aceitar a alternativa por permitir uma intervenção mais rápida.
«Nós não concordamos com ela, mas vamos ter de a aceitar, porque uma rotunda ali vai levar muitos anos a fazer, em projetos, estudos e expropriações», afirmou o presidente da Câmara.
O autarca salientou que a prioridade passa por aumentar a segurança no local, sobretudo durante o inverno e em períodos de nevoeiro.
«Cruzar aquela zona no inverno com nevoeiro é, de facto, uma aventura, e nós não queremos que seja uma aventura e que se possam perder mais vidas ou que pessoas possam ficar ali feridas», declarou.
Hélder Barros referiu que a GNR já tinha sinalizado um número de acidentes considerado invulgar naquele cruzamento.
O comandante acrescentou que o assunto tem sido tratado com a Infraestruturas de Portugal e analisado nas reuniões do Conselho Municipal de Segurança, manifestando a expectativa de que o local seja intervencionado com brevidade.
Crimes contra o património e violência doméstica preocupam GNR
Na avaliação feita durante a visita, Hélder Barros classificou Vila Viçosa como um concelho relativamente pacífico e sem problemas de segurança de dimensão elevada.
O responsável identificou, no entanto, os crimes contra o património e a violência doméstica entre as matérias acompanhadas pela GNR.
A força de segurança tem também desenvolvido ações através das secções de Policiamento Comunitário e de Proximidade, dirigidas sobretudo a pessoas que vivem sozinhas ou em zonas mais isoladas do concelho.
Sobre os efetivos, o comandante não avançou números nem anunciou reforços, afirmando que a prioridade passa por gerir os meios disponíveis e assegurar a resposta operacional.
Hélder Barros garantiu que a segurança no concelho e no distrito não está em causa e que a GNR mantém capacidade para assegurar a sua presença sempre que necessário.



























