O Governo fixou em 67.759.160 euros os encargos plurianuais associados ao aumento de capacidade do IP8/A26 entre Roncão e Grândola Norte, na ligação rodoviária entre Sines e a A2.
O montante consta de uma Resolução do Conselho de Ministros publicada esta segunda-feira em Diário da República, que reprograma os encargos anteriormente autorizados para um conjunto de projetos rodoviários a cargo da Infraestruturas de Portugal.
Encargos repartidos entre 2026 e 2029
No caso do troço do IP8 entre Roncão e Grândola Norte, os encargos serão distribuídos por quatro anos.
Para 2026 estão previstos 4.175.572,50 euros, seguindo-se 27.597.221,25 euros em 2027 e 35.530.809 euros em 2028. A programação termina em 2029, com uma verba de 455.557,25 euros.
A maior parcela da despesa fica, assim, concentrada nos anos de 2027 e 2028, que representam mais de 63 milhões de euros do total previsto para a intervenção.
A resolução produz efeitos desde a data da sua aprovação, em Conselho de Ministros, a 17 de julho.
Valor ajustado após a adjudicação da obra
A programação aprovada em março de 2025 previa um montante máximo de 80 milhões de euros para este projeto, distribuído entre 2026 e 2028. O concurso público foi igualmente lançado pela Infraestruturas de Portugal com um preço-base de 80 milhões de euros, sem IVA.
Este valor correspondia ao limite máximo estabelecido antes da conclusão do procedimento, e não ao preço final do contrato.
A Infraestruturas de Portugal indica que a obra foi adjudicada por 66,8 milhões de euros. A nova resolução atualiza agora a programação financeira para cerca de 67,8 milhões, valor próximo do montante da adjudicação, e prolonga os encargos até 2029.
O diploma explica que os procedimentos desenvolvidos pela Infraestruturas de Portugal revelaram a necessidade de ajustar os valores e os períodos inicialmente considerados. A reprogramação não altera o limite global de 446,71 milhões de euros autorizado para o conjunto das oito intervenções rodoviárias abrangidas.
A resolução não discrimina a diferença entre os 66,8 milhões anunciados como valor de adjudicação e os 67.759.160 euros inscritos nos encargos plurianuais.
Consignação prevista para o terceiro trimestre
A Infraestruturas de Portugal classifica atualmente a intervenção como uma obra “em contratação” e aponta a consignação para o terceiro trimestre de 2026. O procedimento estabelece um prazo de execução de 750 dias, contado a partir do início da empreitada.
A obra foi adjudicada a um consórcio formado pela Tecnovia e pela Construções JJR. A intervenção abrange cerca de 21,4 quilómetros e prevê a duplicação do traçado existente, que passará a dispor de duas vias em cada sentido, assim como a reformulação de três nós e de dois ramos da rotunda de ligação ao IC1.
O troço atravessa os concelhos de Santiago do Cacém e Grândola, incluindo áreas das freguesias de São Francisco da Serra, Melides e da União das Freguesias de Grândola e Santa Margarida da Serra.
Em fevereiro, o Governo já tinha declarado a utilidade pública, com caráter de urgência, das expropriações necessárias à execução da intervenção, entre os pontos quilométricos 26+850 e 48+304 do IP8.

















