A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, afirmou esta sexta-feira, em Évora, que a futura Orquestra Regional do Alentejo deverá preencher uma lacuna no panorama musical do país, promover a criação artística na região e contribuir para a criação de emprego qualificado.
A governante falava ao ODigital.pt no Convento de São Bento de Cástris, após a sessão de esclarecimento sobre o concurso para a constituição da Orquestra Regional do Alentejo, promovido pela Direção-Geral das Artes e cujas candidaturas decorrem até 9 de setembro.
“As expectativas são elevadas”
Margarida Balseiro Lopes destacou a participação registada na sessão e o envolvimento de vários municípios e entidades regionais.
“As expectativas são elevadas”, afirmou a ministra, considerando que a adesão à sessão e as intervenções dos autarcas demonstraram que existe interesse na criação da estrutura.
Segundo a governante, a futura orquestra permitirá “preencher uma lacuna”, numa altura em que o país já dispõe de estruturas semelhantes no Norte, nas Beiras e no Algarve.
“Nós, de facto, temos o país já coberto com outras orquestras, como é o caso das Beiras, do Norte e do Algarve”, explicou, referindo que a Orquestra do Algarve esteve representada na sessão e manifestou disponibilidade para apoiar o projeto alentejano.
Criação artística e emprego qualificado
A ministra indicou que o projeto pretende apoiar a atividade musical no Alentejo, mas também gerar novas oportunidades profissionais na região.
“A nossa expectativa é de que consigamos preencher essa lacuna, consigamos apoiar a criação artística, neste caso musical, nesta região e, desta forma, também trazer e criar emprego qualificado”, declarou.
Margarida Balseiro Lopes salientou ainda a importância da criação de redes entre entidades culturais, municípios e instituições de ensino superior, apontando como exemplo a participação da Universidade de Évora.
A ministra considerou que estas parcerias serão determinantes para garantir a sustentabilidade do projeto e para permitir que a orquestra desenvolva atividade em diferentes pontos da região.
Évora 2027 foi “a grande promotora” da ideia
A governante atribuiu à Associação Évora 2027 um papel central na criação do projeto, classificando-a como a “grande promotora e autora moral da ideia” de constituir uma Orquestra Regional do Alentejo.
A futura estrutura deverá apresentar programação nos municípios envolvidos na candidatura, mas a intenção é que a sua atividade não fique limitada ao território alentejano.
De acordo com Margarida Balseiro Lopes, um dos objetivos será garantir a circulação da orquestra “por outras regiões do país” e também “além-fronteiras”.
Governo atribui apoio adicional para a instalação
O concurso prevê uma verba anual de 810 mil euros para a Orquestra Regional do Alentejo, num total de 1,62 milhões de euros ao longo de dois anos.
A este valor será acrescentado um apoio de 190 mil euros destinado à fase de instalação da estrutura, financiado através do Fundo de Fomento Cultural.
“O nosso objetivo é dar aqui uma força acrescida inicial à Orquestra Regional do Alentejo, fazendo uma dotação adicional de 190 mil euros”, explicou a ministra.
Margarida Balseiro Lopes considerou que esta verba representa “mais um sinal do grande compromisso do Governo” com a criação da orquestra e com os resultados esperados para o projeto.
Concurso decorre até setembro
O concurso é dirigido a associações culturais sem fins lucrativos com sede no Alentejo e prevê o financiamento de atividades de criação, edição, circulação nacional, mediação cultural e internacionalização.
As candidaturas deverão promover a articulação entre municípios, entidades culturais e outras instituições regionais, assim como a inclusão social, a participação das comunidades e a valorização profissional dos músicos.
Portugal conta atualmente com três estruturas com estatuto de orquestra regional: a Orquestra do Norte, a Orquestra Filarmonia das Beiras e a Orquestra do Algarve.




































































