A estreia de «Millennial Mal», série luso-espanhola que chega à RTP1 e à Filmin no próximo dia 16 de julho, levou esta quarta-feira o elenco principal até Évora, cidade onde parte da produção foi filmada. Durante a apresentação, os atores falaram ao Jornal ODigital.pt sobre a experiência de integrar o projeto, a ligação ao Alentejo e os temas abordados pela série.
Da protagonista espanhola Lorena Iglesias aos portugueses Helena Caldeira, Afonso Pimentel e Afonso Laginha, todos destacaram o papel que Évora desempenhou na narrativa da produção e defenderam o potencial da região para acolher mais projetos audiovisuais.
Lorena Iglesias: «Portugal era a opção número um»
Protagonista de «Millennial Mal», Lorena Iglesias confessou que Portugal sempre foi a escolha desejada para integrar a história.
«Portugal é o meu país favorito do mundo. Tenho uma ligação muito forte com Portugal. Estudei dois anos de Filologia Portuguesa e faz parte do meu passado. Para mim, era ideal que fosse em Portugal. Era a opção número um», afirmou ao ODigital.pt.
Sobre as filmagens em Évora, a atriz espanhola não escondeu o entusiasmo.
«Foi incrível. Évora é uma cidade preciosa e muito fácil de percorrer. Também tivemos a sorte de contar com três atores incríveis, como a Helena e os dois Afonsos. Gostava muito de repetir e ter uma segunda temporada para voltar a filmar aqui», referiu.
Lorena Iglesias destacou ainda a forma como o público português recebeu a série durante a apresentação em Évora, sublinhando que o humor da produção encontrou uma resposta muito natural.
Helena Caldeira: «O Alentejo está na moda e ainda bem»
Natural de Montemor-o-Novo, Helena Caldeira acabou por gravar as suas cenas em Espanha, onde interpreta uma estudante de Erasmus, mas considera importante ver o Alentejo cada vez mais presente em produções audiovisuais.
«O Alentejo está na moda e ainda bem, porque assim as pessoas percebem que há talento aqui, há técnicos, há profissionais e há tudo o que é preciso para fazer projetos artísticos e culturais», afirmou.
A atriz considera que esta visibilidade representa também uma oportunidade para a região.
«Gosto de ser alentejana e fico sempre orgulhosa quando existem projetos a serem desenvolvidos aqui. É um sítio de onde vem muita da minha inspiração e estou muito ligada às minhas raízes», acrescentou.
Helena Caldeira recordou ainda o seu percurso académico em Évora e manifestou vontade de continuar a desenvolver projetos na região, incluindo no âmbito de Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura.
Afonso Laginha: «Produzir no Alentejo é dar-lhe a visibilidade que merece»
Apesar de a sua participação na série ser breve, Afonso Laginha guarda uma ligação antiga ao Alentejo, região por onde passava frequentemente nas viagens para Alqueva.
«É sempre muito familiar estar aqui. Produzir no Alentejo é dar o respeito e a visibilidade que este pequeno grande pedaço do nosso país merece. É um prazer estar aqui», disse ao ODigital.pt.
Sobre a série, destacou o humor e os temas abordados.
«A Lorena escreve muito bem. É uma série muito engraçada, mas que também levanta questões importantes sobre feminismo, machismo e a sociedade atual», afirmou.
Afonso Pimentel destaca identidade cultural de Évora
Também Afonso Pimentel aproveitou a passagem por Évora para falar da sua ligação ao Alentejo e da importância da identidade cultural da região.
O ator revelou acompanhar de perto o projeto Évora 2027, para o qual já colaborou em várias iniciativas, considerando que a cidade está a seguir um caminho de valorização da sua autenticidade.
«Évora sempre teve uma ligação muito forte à história, à cultura e à educação. Acho que está muito protegida contra perder a sua identidade e estou muito expectante com aquilo que aí vem», afirmou.
Na série, interpreta um professor universitário português que tenta adaptar-se às novas sensibilidades sociais.
Segundo explicou, trata-se de uma personagem que procura ser inclusiva e politicamente correta, dando origem a várias situações de comédia.
«É uma comédia que nos pode fazer pensar, de forma leve, sobre aquilo em que devemos evoluir enquanto sociedade e na forma como nos relacionamos uns com os outros», referiu.
Uma coprodução entre Portugal e Espanha
«Millennial Mal» estreia no dia 16 de julho na RTP1, Filmin e RTP Play. A série acompanha Judith, uma mulher de 44 anos que regressa à universidade devido a um erro administrativo e decide assumir a identidade de uma estudante de 20 anos.
Filmada entre Pamplona e Évora, a produção reúne elenco e equipas técnicas de Portugal e Espanha, sendo apresentada pelos seus protagonistas como uma comédia que cruza gerações, aborda questões atuais e procura fazê-lo através do humor.

















