Cerca de 40 obras ajudam a “contar a história através da pintura” em Estremoz (c/fotos)

Cerca de 40 obras pintadas ao vivo retratam Estremoz no ano do centenário da cidade. A exposição está patente até 10 de julho.

Cerca de 40 obras foram produzidas em Estremoz no âmbito da iniciativa “Pintar Estremoz. Centro Histórico”, uma ação de pintura ao vivo integrada nas comemorações dos 100 anos da elevação de Estremoz a cidade.

A iniciativa, organizada pela ARTMOZ – Associação Cultural, com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz, juntou cerca de duas dezenas de artistas portugueses, espanhóis e italianos, que tiveram como inspiração o património, a arquitetura e a identidade histórica da cidade.

O arranque da atividade decorreu no Centro Interpretativo do Boneco de Estremoz, seguindo depois os artistas para diferentes pontos da zona baixa da cidade e, durante a tarde, para a parte alta e centro histórico.

Segundo Carlos Godinho, presidente da ARTMOZ, em declarações ao jornal ODigital.pt, a associação decidiu integrar as comemorações do centenário com uma proposta ligada à criação artística e ao território.

“Achámos por bem também participar nesta atividade que é a comemoração da cidade. E porque não pintá-la? Por isso, o tema ‘Pintar Estremoz. Centro Histórico’”, afirmou.

Para o responsável, a iniciativa permitiu “contar a história através da pintura”, com a participação de artistas nacionais e estrangeiros. Carlos Godinho adiantou que foram produzidos aproximadamente 40 trabalhos por cerca de duas dezenas de artistas.

“Temos artistas portugueses, espanhóis e italianos que estão a participar nesta atividade”, referiu, acrescentando que os trabalhos apresentados resultam de diferentes técnicas e abordagens.

Obras mostram diferentes olhares sobre Estremoz

Carlos Godinho explicou que não foi definido um estilo único para as obras produzidas ao longo do dia. Segundo o presidente da ARTMOZ, os trabalhos apresentados refletem a identidade de cada artista.

“Desde o desenho mais naturalista até ao mais abstrato. Isto depois depende de cada artista, da sua técnica, da sua marca de trabalho”, afirmou.

O responsável sublinhou ainda que os artistas tiveram liberdade para interpretar a cidade a partir do contacto direto com o património e com o centro histórico de Estremoz.

Câmara destaca registo artístico da cidade

Também presente na exposição, Carlos Machado, vereador da Câmara Municipal de Estremoz, destacou a importância da iniciativa no contexto das comemorações dos 100 anos da elevação da localidade a cidade.

“É interessante porque é dada a oportunidade a que artistas se espalhem pela nossa cidade e retratem na tela aquilo que eles viram ou a parte que mais lhes chamou a atenção daquilo que é a parte edificada da nossa cidade, eventualmente a parte paisagística”, afirmou.

Para o vereador, a iniciativa permite perceber como artistas de fora observam e interpretam Estremoz.

“É sempre importante retratarmo-nos isso e vermos o quê e como é que os artistas e pessoas de fora olham e valorizam também certos aspetos da nossa cidade”, acrescentou.

Carlos Machado considerou ainda que estas obras poderão permanecer como registo artístico deste ano de comemorações.

“Há sempre marcas que ficam”, afirmou, referindo que os trabalhos produzidos retratam aquilo que cada artista viu em Estremoz naquele dia.

O vereador defendeu que uma obra deve ser vista numa “perspetiva de futuro”, considerando que a arte permite prolongar a representação de uma cidade “para além do momento em que é criada”.

A exposição “Pintar Estremoz. Centro Histórico” pode ser visitada até 10 de julho, no Regimento de Cavalaria N.º 3, em Estremoz.

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