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Vila Viçosa pode receber fábrica de cavitação de crude num investimento de cerca de 10 milhões de euros

Projeto depende de financiamento comunitário, mas autarquia garante que, caso a empresa avance para Portugal, a instalação será feita em Vila Viçosa.

A Zona Industrial de Vila Viçosa poderá receber uma unidade experimental de cavitação de crude, num investimento estimado em cerca de 10 milhões de euros.

A informação foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal, Inácio Esperança, em declarações ao jornal ODigital.pt, que revelou a existência de um “protocolo assinado” entre o município e a empresa Infinitive Petroleum para a criação de uma “refinaria experimental”.

De acordo com o autarca, o projeto assenta num “processo altamente tecnológico”, que procura “reduzir as emissões de CO2 dos combustíveis fósseis, viabilizando a continuação da utilização desse tipo de combustíveis, sem necessidade de recorrer ao elétrico, ao biodiesel e a outros combustíveis”.

Neste sentido, explicou que “estamos a falar de uma fase experimental, de algo que pode evitar esta descontinuidade de muitas produções por todo o mundo”.

Financiamento é determinante

O presidente da Câmara realçou que se trata de um investimento que “certamente rondará os 10 milhões de euros”. Contudo, ainda falta encontrar financiamento: “Estamos a procurar, através do programa COMPETE e do Alentejo 2030 para que seja financiado”

Ainda assim, Inácio Esperança vincou que “está tudo aprovado em termos de instalação e de localização”, mas que o fator do financiamento será determinante, pois “falta definir o terreno, as mais-valias, as garantias”.

“Só depois de sabermos o financiamento e a capacidade de investimento é que saberemos como é que o processo se vai desenvolver”, acrescentou.

Apesar disso, o autarca realçou que a escolha de Vila Viçosa está assegurada: “A instalar-se em Portugal, será em Vila Viçosa”.

Autarca afasta preocupações ambientais

Questionado em relação à possibilidade de problemas ambientais, o presidente frisou que “não são empresas poluentes” e que “não vamos refinar combustível”

Desta forma, explicou que a fábrica se baseia num processo de “cavitar crude”, que se trata de um fenómeno físico que consiste na formação e implosão de microbolhas num líquido, libertando energia capaz de provocar alterações nas suas características.

“Estamos a falar de alta tecnologia e desenvolvimento de produtos que não são poluentes. Não se vai refinar o petróleo”, destacou.

Número de empregos ainda por definir

Também ao nível dos postos de trabalho, o fator financiamento é determinante. Isto porque “depende da dimensão e daquilo que for possível instalar”.

“Ainda não sabemos quantos postos de trabalho vai envolver”, revelou Inácio Esperança.

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