Na Conferência do Dia Mundial do Turismo, esta segunda-feira, o presidente da Entidade Regional do Turismo (ERT) do Alentejo, José Santos, voltou a vincar a necessidade de uma nova escola de hotelaria e turismo na região.
“O Alentejo não pode ser a única região do país que só tem uma escola de hotelaria da rede da Turismo Portugal”, atirou o presidente, dizendo ainda que “precisamos de ter duas escolas”.
José Santos argumentou que “só neste eixo Troia-Melides, a previsão entre cinco a dez anos é que as camas turísticas quintupliquem e possamos atingir 20 mil camas”, sendo “preciso criar respostas formativas para garantir a excelência e a formação, para além de que uma escola é sempre um polo de desenvolvimento”.
De recordar que esta já uma ambição antiga do presidente da ERT. Em agosto de 2024, em declarações a’ODigital.pt, José Santos afirmou que uma nova infraestrutura iria “reforçar a nossa capacidade de formação”, numa necessidade de “ter uma resposta integrada para os territórios”.
José Santos destacou que a Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre é insuficiente para uma região “mais ou menos do tamanho da Bélgica”: “É uma excelente escola, mas não tem capacidade de resposta para as necessidades de investimento”.
O presidente deu ainda exemplos para a falta de resposta «do litoral alentejano, ou dos investimentos que estão agora a ganhar alguma robustez no Alqueva, ou para as necessidades que vão surgir com a Capital Europeia da Cultura em Évora, ou para o grande dinamismo que começamos a ver no Baixo Alentejo».



















