O Alentejo foi uma das regiões do país que mais cresceu em número de dormidas durante 2025, confirmando a tendência de consolidação do destino turístico. De acordo com as Estatísticas do Turismo 2025, divulgadas esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a região registou um aumento de 3,8% nas dormidas, valor superior à média nacional, que se fixou em 1,6%.
O crescimento coloca o Alentejo como a terceira região do país com melhor desempenho, apenas ultrapassada pelo Norte (+4,0%) e pela Região Autónoma da Madeira (+3,9%), num ano em que a atividade turística nacional revelou sinais de abrandamento, sobretudo devido à desaceleração dos mercados externos.
Alentejo destaca-se num ano de crescimento moderado do turismo
Em termos nacionais, Portugal registou 34,8 milhões de hóspedes e 89,7 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos de 2,2% e 1,6%, respetivamente.
Enquanto algumas regiões perderam dinamismo, nomeadamente a Península de Setúbal (-3,5%) e o Algarve (-0,2%), o Alentejo manteve uma trajetória de crescimento consistente, reforçando o seu posicionamento no turismo nacional.
O relatório do INE refere igualmente que o mercado interno continuou a desempenhar um papel importante, tendo gerado 29,5 milhões de dormidas, mais 3,5% do que em 2024, enquanto os mercados externos cresceram apenas 0,6%.
Região é das menos dependentes do turismo internacional
Outro dos indicadores em que o Alentejo se distingue prende-se com a menor dependência dos mercados internacionais.
Segundo o INE, apenas 33,5% das dormidas registadas no Alentejo tiveram origem em turistas estrangeiros, tornando a região uma das menos dependentes do turismo internacional em Portugal. Apenas o Centro apresentou um valor inferior (31,0%). Em comparação, a média nacional situou-se nos 67,1%, enquanto a Madeira atingiu 82,9% e a Grande Lisboa 80,8%.
Esta realidade evidencia o peso do turismo nacional na procura pelo destino Alentejo, contribuindo para uma maior estabilidade da atividade face às oscilações dos mercados internacionais.
Menor dependência dos principais mercados emissores
O relatório evidencia ainda que o Alentejo apresenta uma das menores dependências relativamente ao principal mercado emissor estrangeiro.
Na região, o principal mercado externo representa 16,7% das dormidas de não residentes, sendo apenas superado pela Grande Lisboa (16,6%) no conjunto das regiões NUTS II.
Este indicador demonstra uma maior diversificação da procura internacional, reduzindo a exposição da região a eventuais quebras de um mercado específico.
Alentejo continua a ser a região com maior sazonalidade
Apesar dos indicadores positivos, o relatório identifica também um dos principais desafios para o turismo regional.
O Alentejo voltou a apresentar a taxa de sazonalidade mais elevada do país, fixando-se em 43,6%, o mesmo valor registado em 2024. Isto significa que quase metade da procura turística anual continua concentrada nos três meses de maior afluência.
Em termos nacionais, a taxa de sazonalidade diminuiu para 36,4%, o valor mais baixo desde 2013.
O INE refere que a Madeira (29,7%) e a Grande Lisboa (30,3%) continuam a apresentar a distribuição mais equilibrada da procura ao longo do ano, enquanto o Alentejo mantém uma forte concentração da atividade durante a época alta.




















