A Câmara Municipal de Vila Viçosa assinou um protocolo com a Fábrica Paroquial de Nossa Senhora da Conceição para a reabilitação da Ermida de São João Baptista do Carrascal, edifício do século XVI que se encontra em avançado estado de degradação. O acordo, válido por 20 anos, visa a recuperação do património integrado do templo, nomeadamente os azulejos do século XVIII e as pinturas murais do século XVI.
O vice-presidente da autarquia, Tiago Salgueiro, destacou que a necessidade de intervenção na ermida foi identificada há vários anos. «Tivemos um problema a nível da cobertura e, entre 2018 e 2019, a Câmara já tinha estabelecido um protocolo de apoio para a renovação do empilhamento existente», referiu. No entanto, um parecer da então Direção Regional de Cultura indicou a necessidade de uma intervenção mais profunda, devido à degradação do edifício e às alterações não originais realizadas no século XIX.
O projeto aprovado prevê a remoção do empilhamento posterior e a preservação da abóbada com cúpula, revestida a cerâmica. Além da reabilitação arquitetónica, está planeada a criação de um centro de atendimento ao visitante, a ser gerido conjuntamente pela Câmara e pela Fábrica Paroquial. «A nossa ideia é criar um ponto de atendimento turístico, dado que o património existente é de grande relevância», explicou Tiago Salgueiro.
O financiamento da obra será assegurado através de uma candidatura já submetida ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A autarquia aguarda agora a aprovação dos fundos comunitários para avançar com a reabilitação da parte posterior do edifício, garantindo a proteção do património no seu interior. Caso a candidatura seja aprovada em tempo útil, as intervenções poderão ter início ainda este ano.
Tiago Salgueiro sublinhou que esta iniciativa está alinhada com a estratégia da autarquia para a valorização do património local, nomeadamente no âmbito da candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial. «A Câmara reafirma a sua disponibilidade para intervir no património, sempre em parceria com as entidades tutelares», concluiu o vice-presidente.



















