O Município de Redondo está a promover uma participação pública da alteração do Plano de Pormenor do Centro Histórico.
Até ao dia 12 de fevereiro, os redondenses poderão reclamar ou sugerir alterações ao plano, que tem por base «criar mecanismos que permitam criar atratividade», segundo David Galego, presidente da autarquia, em declarações a’ODigital.pt.
Segundo o presidente, esta medida pretende que as pessoas «possam adquirir e reabilitar habitação no centro da vila para que possamos deixar de ter tantos imóveis degradados».,
«Há aqui algumas áreas onde temos que efetivamente intervir», destacou o autarca, sendo que o objetivo será ainda «manter a traça tradicional do centro histórico da vila».
Com as alterações aprovadas, os cidadãos vão poder «construir mais espaços para usufruir dentro da habitação», o que leva a «mais área disponível para uma família poder viver».
«O Plano de Pormenor poderá vir a criar benefícios para usufruir do espaço da própria habitação e criar a possibilidade de fazer obras de melhoria dentro da habitação», acrescentou David Galego, dizendo ainda que «poderá ser muito melhor para quem habita, se fizermos estas pequenas alterações».
Isto, de acordo com o edil redondense, fará com que «exista muito mais predisposição para adquirir imóveis degradados e poder reabilitá-los».
Questionado se esta alteração também beneficiaria a criação do já anunciado hotel nos antigos silos, o presidente atirou que «é uma realidade», mas que ainda é «prematuro falar».
Contudo realçou os investimentos turísticos também como exemplos para esta alteração, que terão de «ter necessariamente uma quantidade muito significativa de lugares de estacionamento para comodidade» e que o atual plano «não permite».
«A alteração é fundamental para que seja possível criar esse tipo de infraestruturas, para que seja interessante fazer esse tipo de investimentos», adicionou.
Em relação à habitação, o autarca exemplificou também que a alteração poderá permitir a construção de caves, para «poder estacionar as viaturas e não ocupar lugares, não ocupar lugares na via pública, ou ter a certeza que tem estacionamento próprio quando chega a casa».
«São comodidades que hoje em dia são necessárias e que são só exemplos de onde esta intervenção é fulcral de ser feita, sem descaracterizar a traça e sem criar constrangimentos no centro histórico da vila, mas criando acessibilidades e novas valências», complementou.
David Galego relevou também que o plano está «fechado há muitos anos» e que tem promovido «muitos constrangimentos».


















