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Évora acolhe nova edição de eventos dedicados à Observação da Terra

A Universidade de Évora será o palco, a 7 de fevereiro, da primeira sessão de 2025 do ciclo de conferências «Observação da Terra para os Municípios», promovido pela Agência Espacial Portuguesa.

O evento será dedicado às regiões do Alentejo e de Lisboa e Vale do Tejo e pretende fomentar a utilização das tecnologias de Observação da Terra junto das administrações públicas locais e regionais.

O objetivo desta iniciativa é criar sinergias entre diferentes atores, incluindo academia, indústria e administração pública, promovendo o desenvolvimento de soluções tecnológicas para desafios locais. Carolina Sá, gestora dos programas de Observação da Terra da Agência Espacial Portuguesa, sublinhou a importância de juntar estas regiões num único evento, de modo a potenciar a partilha de conhecimentos e a criação de colaborações.

O concurso «Incubed para os Municípios», com candidaturas abertas até 2 de junho de 2025, será também promovido durante o evento. Este concurso visa estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras baseadas em tecnologias espaciais.

Maria João Costa, professora da Universidade de Évora e diretora do EaRSLab, destacou a relevância da Observação da Terra para o Alentejo, tendo em conta os desafios ambientais da região, como a escassez de água, a degradação dos solos e os impactos das alterações climáticas.

No dia anterior, 6 de fevereiro, a Universidade de Évora acolherá um workshop sobre o Serviço de Monitorização da Atmosfera do Copernicus (CAMS), organizado pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo, em colaboração com parceiros nacionais. A sessão prática abordará a monitorização da qualidade do ar em Portugal, promovendo debates e trocas de experiências sobre o tema.

Cristina Ananasso, coordenadora do programa de colaboração nacional do CAMS, reforçou a importância deste evento para a promoção da inteligência geoespacial e da adoção de soluções baseadas no programa Copernicus, enquanto Ana Oliveira, líder do consórcio nacional NCP-CAMS, destacou o papel do diálogo intersectorial na construção de soluções que promovam o bem-estar e a saúde da sociedade.

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