A Família Vargas levou este domingo, 12 de julho, o flamenco da Extremadura ao Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora, num espetáculo que percorreu diferentes ritmos desta expressão artística. No final do concerto, Miguel Vargas destacou a receção do público e defendeu a realização de mais iniciativas culturais entre Portugal e Espanha.
Uma viagem pelas diferentes formas do flamenco
O espetáculo foi construído em torno de vários palos, designação atribuída aos diferentes estilos ou ritmos do flamenco, seguindo um percurso entre as formas tradicionais e as abordagens contemporâneas.
De acordo com a folha de sala, a proposta da Família Vargas procurou associar cada sentimento a um ritmo distinto, conjugando o duende e a emoção com o flamenco enraizado na Extremadura.
O alinhamento abriu com Feria Chica e incluiu temas como Templo de Diana, interpretado por soleá por bulerías, Bailarín en Granada, em forma de granaína, e Historia de un Amor, apresentado como rumba.
O programa prosseguiu com Cañaílla, Procuro Olvidarte, Tangos del Romano, Rapsodia Flamenca, Sonsonete e Pulgar y Bastón. A estrutura do concerto permaneceu aberta à inspiração e à liberdade criativa dos artistas durante a atuação.
Miguel Vargas sentiu-se «como em casa»
Após o espetáculo, Miguel Vargas afirmou que a experiência em Évora tinha sido «muito boa», acrescentando que se sentiu «como em minha casa» devido à relação que mantém com Portugal.
O músico recordou que a sua ligação ao país vem de há vários anos e referiu ter sido o primeiro a realizar uma fusão musical há 26 anos. Miguel Vargas sublinhou ainda o seu interesse pelo fado, uma expressão musical que disse apreciar tanto como o flamenco.
Público português elogiado pelo músico
A atenção demonstrada pela assistência foi outro dos aspetos assinalados pelo guitarrista. Miguel Vargas considerou que «o público foi muito bom, escutando» e destacou a forma como os espectadores acompanharam a atuação, afirmando que, em Portugal, «a gente é muito educada».
A passagem da Família Vargas por Évora colocou também em contacto duas regiões vizinhas, o Alentejo e a Extremadura, através de uma expressão cultural com raízes na Península Ibérica.
«A música é a linguagem do mundo»
Miguel Vargas defendeu que as entidades dos dois países devem promover mais iniciativas semelhantes. Para o músico, é necessário «fazer mais eventos como este» e aproximar Portugal e Espanha através da cultura, uma vez que «a música é a linguagem do mundo».
A Família Vargas é apresentada na folha de sala como uma das referências do flamenco da Extremadura, marcada por uma presença intergeracional e pela integração de contributos exteriores e interculturais.
Miguel Vargas, responsável pela instrumentação do espetáculo, tem desenvolvido um percurso ligado aos jaleos e aos tangos, dois dos estilos associados à tradição flamenca extremenha.













































