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UGT Portalegre aplaude fim de portagens na A23 e critica aumentos na A6

A UGT Portalegre aprovou por unanimidade uma moção manifestando o seu “agrado” pela abolição das portagens na ex-Scut A23 e criticou o aumento das tarifas na A6, uma medida que considera penalizadora para as populações.

Num comunicado enviado à agência Lusa, o secretariado distrital da União Geral de Trabalhadores (UGT) indica que a moção foi aprovada na sua mais recente reunião e sublinha que a abolição de portagens na A23 – Autoestrada da Beira Interior serve, principalmente, a capital de distrito e os concelhos a norte daquela região, “trazendo benefícios” a empresas, trabalhadores e famílias que se queiram deslocar a Lisboa ou no sentido norte do país.

“Quem queira deslocar-se de Portalegre a Lisboa pode fazê-lo através da A6, via Estremoz, percorrendo 227 quilómetros, ou então pela A23/A1, via Barragem do Fratel, percorrendo 229 quilómetros. Em distância a diferença é insignificante, mas, agora, no seguimento da abolição das portagens na A23, quem faça este percurso pela A23/A1 paga sete euros enquanto quem for pela A6 vai pagar 17,27 euros, ambas até Lisboa”, salienta.

Para a central sindical, “não é garantidamente insignificante” uma poupança de 10,20 euros na ida e “muito menos” de 20,40 euros se se considerar uma viagem de ida e volta.

Com esta alteração na A23 – que foi inaugurada em 2003 como uma autoestrada sem custos para o utilizador, denominada Scut, e passou a ser paga em dezembro de 2011, com portagens que foram eliminadas no mês passado -, a UGT Portalegre destaca que vai existir um “aumento de circulação” no Itinerário Principal (IP) 2 e na Estrada Nacional (EN) 18, em direção à Barragem do Fratel.

Entretanto, os sindicalistas aguardam “pacientemente” por uma alteração aos horários da CP – Comboios de Portugal para “servir verdadeiramente” o distrito.

Quanto ao aumento do custo que se verificou na A6 – Autoestrada do Alentejo, solidarizam-se com as críticas que foram feitas por várias entidades da região do Alentejo, considerando “penalizador” para as populações dos concelhos servidos por esta via, como Elvas e os restantes concelhos a sul do distrito de Portalegre.

“Se a A23 foi construída para trazer desenvolvimento ao interior, o mesmo se deve aplicar à A6, e a tendência deve ser, sim, a da redução do seu custo”, lê-se na nota.

A UGT critica ainda a Plataforma P’la Reposição das Scuts na A23 e A25, por reivindicar os “louros exclusivos” pela proposta aprovada na Assembleia da República, considerando que “insiste em omitir” a importância e os benefícios que esta medida possui para as famílias, empresas e trabalhadores do Alto Alentejo e do Ribatejo.

Após mais de 13 anos de luta das populações pela reposição do modelo inicial de financiamento das Scut, as portagens deixaram de ser pagas em 01 de janeiro na A4 – Transmontana e Túnel do Marão, na A13 e A13-1 – Pinhal Interior, na A22 – Algarve, na A23 – Beira Interior, na A24 – Interior Norte, na A25 – Beiras Litoral e Alta e na A28 – Minho, esta última apenas nos troços entre Esposende e Antas e entre Neiva e Darque.

Também em 01 de janeiro entraram em vigor aumentos de 2,21% nas portagens das autoestradas concessionadas pela Brisa, incluindo a A6.

A proposta que eliminou “as taxas de portagem nos lanços e sublanços das autoestradas do interior e em vias onde não existam alternativas que permitam um uso com qualidade e segurança” foi apresentada pelo PS e aprovada com os votos favoráveis do PS, Chega, BE, PCP, Livre e PAN, com a abstenção da IL e os votos contra do PSD e CDS-PP. A lei foi promulgada pelo Presidente da República em julho de 2024.

A aprovação do diploma foi controversa, com os partidos que suportam o Governo a acusarem os socialistas de “hipocrisia” e de “incoerência”, uma vez que, em fevereiro de 2023, o parlamento, na altura de maioria socialista, chumbou, com votos contra do PS, diplomas do PSD, Chega e PCP para reduzir ou eliminar o pagamento de portagens nas antigas Scut.

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