A presidente da Câmara de Nisa considerou hoje que foi dado “um passo firme” para a construção da ponte para ligar este concelho alentejano e Cedillo (Espanha), após o governo espanhol ter autorizado o contrato.
Em declarações à agência Lusa, a autarca Idalina Trindade disse ainda esperar que o projeto fique concluído até dezembro de 2025.
Esta obra, congratulou-se, “é um sonho” que vai trazer para esta região do distrito de Portalegre um “maior incremento” na economia, num contexto de cooperação transfronteiriça.
Portugal e Espanha vão formalizar, na próxima semana, os acordos para a construção das pontes de Nisa e Alcoutim (no distrito de Faro), que terão financiamento europeu e que têm sido reiteradamente anunciadas em sucessivas cimeiras entre os dois países.
O Conselho de Ministros de Espanha decidiu, na terça-feira, autorizar a assinatura de dois acordos com Portugal para a construção das duas pontes internacionais, uma entre Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana, sobre o rio Guadiana, e a outra entre a freguesia de Montalvão, no concelho de Nisa, e Cedilho, sobre o rio Sever, segundo informação divulgada na página oficial na Internet do executivo espanhol.
Os dois acordos serão assinados na cimeira luso-espanhola agendada para dia 23, em Faro, disseram à Lusa fontes oficiais portuguesas.
Portugal e Espanha já tinham assinado em 04 de novembro de 2022, numa cimeira em Viana do Castelo, um compromisso para a construção até 2025 das duas pontes.
Segundo informação divulgada na altura, Portugal destinou nove milhões de euros de fundos europeus do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para cada uma destas pontes internacionais e os concursos para a construção das duas infraestruturas já tinham sido lançados pelas autoridades portuguesas.
As duas ligações estão inscritas na Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriça que Portugal e Espanha acordaram em 2020.
No caso da ponte sobre o rio Sever, para ligar o município de Nisa, no Alentejo, a Cedillo, na Estremadura espanhola, a obra inclui mais de 12 quilómetros de vias rodoviárias que permitirão reduzir 85 quilómetros no percurso que atualmente é preciso fazer por estrada entre as duas localidades.
De acordo com Idalina Trindade, a obra no seu concelho envolve “um investimento superior a 11,9 milhões de euros”, suportados PRR.
A autarca garantiu que, do ponto de vista dos deveres institucionais do município, nesta altura estão “todas as situações salvaguardadas” para que o projeto avance.
“A empresa que vai fiscalizar a obra está em final de procedimento de contratação, por isso, precisamos apenas da última Declaração de Impacte Ambiental, porque já temos uma declaração de conformidade”, disse à Lusa.
Idalina Trindade disse esperar que, após a cimeira ibérica, possa ser lançado “de imediato” o concurso internacional da empreitada.
“Os 365 dias que esta empreitada prevê, em termos de execução física, são perfeitamente exequíveis”, considerou, explicando que “a ponte é constituída por um tabuleiro de 100 metros e tem uma fixação às margens, não no leito do rio”.
E, enquanto forem feitas “as fundações e os pilares de suporte, os dois arcos gémeos que vão suportar o tabuleiro vão ser executados produção em molde, por isso, vamos ter ponte, seguramente, até dezembro de 2025”, afirmou.



















