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“Não se compreende que com o Alqueva aqui ao lado, Reguengos de Monsaraz ainda não tem bloco de rega”

Em Reguengos de Monsaraz decorre a 28.ª ExpoReg – Exposição de Atividades Económicas de Reguengos de Monsaraz no Parque de Feiras e Exposições da cidade.

Neste certame estão 70 empresas, empresários e instituições a promoverem os seus produtos e serviços, a realizarem contactos e a concretizarem negócios.

Esta edição da ExpoReg é dedicada à agricultura do século XXI. Para além das empresas de bens e serviços de apoio à agricultura e de maquinaria agrícola, haverá também expositores nas áreas do comércio de automóveis, climatização, artesanato, queijos, mel, gin, cerveja artesanal, doçaria, imobiliário, mecânica, vestuário, veterinária e produtores de vinho.

Este sábado, pela manhã, decorreu a conferência “A Agricultura do Século XXI” no Auditório Guadiana, que teve como moderador Felipe Perdiz, da Elite Vinhos, e que abriu com a comunicação “Agricultura de Precisão”, por José Rafael da Silva, do Departamento de Engenharia Rural da Universidade de Évora.

Para José Rafael da Silva, “nem sempre a tecnologia é tomada por quem a necessita, ou porque a tecnologia é cara ou difícil de utilizar”, apesar de “hoje em dia haver muitos instrumentos, mas por vezes a limitação é o ser humano”, pelo que “há dois caminhos para a implementação da agricultura de precisão, o da aprendizagem ou o da consultadoria”.

Apesar da evolução tecnológica, a agricultura que se faz continua a ser a mesma”, referiu José Rafael da Silva, frisando que “trata-se de um problema de conceito e por isso temos de estar sempre a apreender”

Nas palavras proferidas, o Professor Catedrático alertou que “os consumidores estão a pressionar toda a cadeia para saber a pegada ecológica dos produtos”, pois, “a pegada vai ser uma das exigências dos próximos anos dos consumidores” e aí também a agricultura de precisão será fulcral.

José Rafael da Silva concluiu afirmando que “os agricultores têm de aprender a produzir biodiversidade, paisagem e a comunicar”.

Também nesta conferência foi orador Gonçalo Morais Tristão, Presidente do COTR – Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio que falou sobre “Regas de Precisão”, tendo afirmando que atualmente, por parte de todos os sectores da sociedade “há grande pressão sobre a agricultura e sobre a boa utilização da água”.

Nesta sua intervenção, Gonçalo Morais Tristão afirmou que “Portugal tem bastantes recursos hídricos, infelizmente eles não são retidos e deixamo-los passar”, dando assim a entender que a construção de barragens seria essencial para reter a água antes de chegar ao oceano.

Para o Presidente do COTR – Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio, “as águas residuais nunca serão uma alternativa, porque são em baixa quantidade”.

Mas nesta manhã, Gonçalo Morais Tristão falou do bloco de rega de Reguengos de Monsaraz, que tarda em ser construído e criticou, dizendo que “a falta de estratégia que houve no Alqueva”, pois “não se compreende que com o Alqueva aqui ao lado, Reguengos de Monsaraz não foi a primeira ou das primeiras regiões a ter bloco de rega”.

Nesta conferência, Eiras Dias, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, abordou o tema “As Castas do Século XXI”, tendo dado a conhecer que atualmente “há três tipos de castas, as principais, que não vão acabar, mas que tem de se estudar a sua adaptação às alterações climáticas, as minoritárias e as novas castas resistentes.

A conferência encerrou com a comunicação “Mecanização Agrícola/Melhorias da pulverização de produtos fitofarmacêuticos e diminuição da deriva” com Helena Marcão, da Samuel Salgado, Pepe Núñez, da Pulverizadores Fede e Daniel Lopes, da Jopauto.

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