A Câmara Municipal de Évora atribuiu o nome de Túlio Espanca a uma sala do edifício dos Paços do Concelho, numa homenagem ao historiador e investigador nascido em Vila Viçosa, cujo trabalho contribuiu para o conhecimento e valorização do património eborense e para a classificação de Évora como Património Mundial.
A cerimónia de inauguração contou com familiares e amigos de Túlio Espanca, fundador do Boletim Municipal “A Cidade de Évora”, e incluiu intervenções dedicadas ao percurso pessoal, cívico e profissional do investigador.
O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, referiu-se a Túlio Espanca como “um dos mais ilustres eborenses do século XX” e considerou que a presença do seu nome no edifício municipal representa um compromisso com “a Cultura, as Artes e o Património”.
Segundo o autarca, a nova sala deverá funcionar como “um espaço de encontro e de diálogo, de trabalho, de descoberta de desenho de soluções”, mantendo presente o exemplo cívico de Túlio Espanca.
Cerimónia recordou percurso de Túlio Espanca
Durante a cerimónia, Rui Arimateia apresentou um percurso pela vida e obra do historiador, enquanto Marcial Rodrigues interveio em representação do Pro-Évora, grupo ao qual Túlio Espanca esteve ligado durante 45 anos. Joana Espanca Bacelar, filha do investigador, abordou a dimensão pessoal e familiar do seu percurso.
Túlio Espanca nasceu em Vila Viçosa, em 1913, e morreu em Évora, em 1993. Primo e afilhado de Florbela Espanca, desenvolveu de forma autodidata trabalho de investigação dedicado ao património histórico, artístico e arquitetónico, com particular incidência em Évora e no Alentejo.
A investigação desenvolvida ao longo da sua vida esteve também associada ao processo de conhecimento e valorização do património que antecedeu a classificação de Évora como Património Mundial pela UNESCO. Os seus estudos continuam a ser utilizados por estudantes, investigadores e historiadores.
Em 1990, Túlio Espanca recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade de Évora.














