O Monsaraz Museu Aberto regressa entre os dias 11 e 19 de julho, em Reguengos de Monsaraz, com uma programação cultural distribuída por vários espaços da vila medieval.
A 26.ª edição da bienal cultural decorre sob o mote “O céu começa no chão” e inclui música, teatro, dança, cinema, pensamento, exposições, visitas guiadas, gastronomia, vinhos e iniciativas ligadas ao património.
Segundo o programa divulgado, o evento pretende transformar Monsaraz num espaço de criação artística, reflexão e encontro, cruzando tradição e contemporaneidade. A programação assenta em cinco eixos: valorização da paisagem, das aldeias, da diversidade cultural, dos direitos das mulheres e dos jovens, e fortalecimento do pensamento crítico.
Exposições, música e artes visuais abrem a bienal
A abertura está marcada para 11 de julho, com inaugurações de exposições no Museu do Fresco, na Igreja de Santiago e no Convento da Orada. O primeiro dia inclui ainda um sunset com Switchdance, no Terreiro da Ermida de São Bento, e um concerto de Edmundo Inácio, na Arena do Castelo de Monsaraz.
As exposições estarão patentes no Convento da Orada, Museu do Fresco e Igreja de Santiago ao longo da programação. A mostra “Ando um pouco acima do chão” cruza arte contemporânea com o património de Monsaraz, distribuindo-se por três edifícios históricos da vila.
No Museu do Fresco, André Sousa apresenta uma instalação que cruza vídeo e pintura em diálogo com o Fresco do Bom e Mau Juiz. Na Igreja de Santiago, estão previstas obras de Michael Biberstein e Mafalda Santos, com intervenção sonora de Garcia da Selva. Já a Igreja do Convento da Orada acolhe trabalhos de Diogo Nogueira, João Campolargo Teixeira, Felícia Teixeira e João Brojo.
Programação cruza música, teatro, dança e pensamento
Ao longo da semana, o programa inclui espectáculos como “Não Há Duas Sem Três”, de Catarina Requeijo, “Baile do Desencontro”, “Grotte”, “Pândiga”, “Decantar o Cante”, “Suspiro Flamenco”, “Castelo de Fantasmas” e “Antiprincesas: Catarina Eufémia”.
Na música, estão previstos concertos de Pedro Jóia, acompanhado por José Salgueiro, Ana Santos, Os Músicos do Tejo, Kajó Soares, A Garota Não e a apresentação de “Carmina Burana”, de Carl Orff, na Arena do Castelo de Monsaraz.
A programação inclui ainda conferências e conversas com António Pinto Ribeiro, Luísa Veloso, Liliana Coutinho, John Romão, Miguel Abreu, Duarte Belo, Álvaro Domingues e Nelson Guerreiro, abordando temas ligados à cultura, paisagem, território, turismo e papel das bienais culturais.
Património, cinema e cante alentejano em destaque
O património de Monsaraz e do concelho também integra o programa, com visitas guiadas ao Cromeleque do Xerez e às Antas do Olival da Pega, orientadas pelo arqueólogo António Valera.
O cinema marca presença com “Lampyris Bike”, uma proposta de cinema itinerante pelas ruas da vila, e com “Cinema no Estendal”, que inclui a exibição de curtas-metragens internacionais e uma curta filmada em Monsaraz com a população local.
No encerramento, a 19 de julho, o programa inclui o “Pinga-Amor, um festim!”, com conferências, gastronomia, vinhos e DJ set, no Jardim da Universidade. A noite termina com a Gala do Cante nas Terras do Grande Lago, no Largo D. Nuno Álvares Pereira, com atuações de Inês Gonçalves, Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó e da dupla Manuel Sérgio e José Farinha.
O Monsaraz Museu Aberto é organizado e produzido pela Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz. A programação artística e cultural está a cargo de Miguel Abreu, da Academia de Produtores Culturais, com assessoria de Tiago Galrito, e a curadoria de artes visuais é de Manuel Santos Maia, do Plantel Itinerante.



















