A 38.ª edição da FIA Lisboa foi oficialmente inaugurada esta segunda-feira, 29 de junho, pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho. Naquele que é considerado o maior certame de artesanato da Península Ibérica, o Alentejo e o Ribatejo assumem-se este ano como região convidada, apresentando uma mostra que reúne cerca de 60 artesãos, representantes de 40 municípios e algumas das expressões mais identitárias do património artesanal da região.
Região convidada reforça aposta na promoção do artesanato
Instalada no Pavilhão 1 da FIL, a participação da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo constitui uma das principais novidades desta edição da feira, que decorre até 5 de julho.
Ao longo dos nove dias do certame, o espaço regional permite aos visitantes acompanhar demonstrações ao vivo de artesãos provenientes de 36 concelhos, conhecer técnicas tradicionais e contactar com produtos que vão desde os tapetes de Arraiolos aos Bonecos de Estremoz, passando pela cortiça, olaria, têxteis e outras artes tradicionais.
Em declarações ao jornal ODigital.pt, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, considera que o convite para o Alentejo e Ribatejo assumir o estatuto de região convidada representa um reconhecimento da aposta realizada nos últimos anos.
“Este ano ainda mais, porque somos região convidada e ficámos muito honrados com o convite que nos dirigiu a FIL. O artesanato é mais um recurso importante da região que está a ser valorizado“, afirmou.
“O artesanato é uma das expressões mais autênticas do Alentejo”
Para José Manuel Santos, a presença na FIA resulta de uma estratégia que pretende afirmar o artesanato como um ativo turístico da região.
O responsável recorda que esta é a terceira participação consecutiva da Entidade Regional de Turismo na feira e admite que nunca compreendeu a ausência da região num evento desta dimensão.
“A FIA é a maior feira de artesanato da Península Ibérica e a segunda maior da Europa. É o terceiro ano que estamos presentes e penso que a FIL reconheceu essa nossa aposta“, referiu.
Segundo explicou, a edição deste ano reúne cerca de 60 artesãos e representantes de 40 municípios do Alentejo e Ribatejo, números que considera reveladores da dimensão da participação regional.
José Manuel Santos destaca igualmente que o turismo tem vindo a contribuir para a valorização económica do setor artesanal.
“A procura turística faz com que reabram e abram novas lojas de artesanato. Em locais como Porto Covo ou Monsaraz surgem lojas que não existiam e que nasceram porque há um cliente que valoriza muito este tipo de produto“, sublinhou.
Na sua perspetiva, esta evolução demonstra que o artesanato deixou de ser apenas um elemento cultural para assumir também um papel relevante na economia local.
Mais de 500 expositores e milhares de visitantes
A FIA Lisboa 2026 reúne mais de 500 expositores, representantes de 36 países e ocupa cerca de 30 mil metros quadrados na FIL.
Além da mostra de artesanato nacional e internacional, a feira integra espaços dedicados à gastronomia, demonstrações ao vivo, workshops, conferências e um programa cultural permanente.
Entre as iniciativas deste ano destaca-se o Passaporte FIA Pequenos Mestres, destinado ao público infantil e desenvolvido em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. As crianças são convidadas a visitar diversos artesãos ao longo da feira e, após concluírem o percurso, recebem uma oferta alusiva ao Alentejo ou ao Ribatejo no stand da região.
Cante Alentejano também marca presença
A programação da participação regional inclui igualmente momentos dedicados ao Cante Alentejano.
Depois das atuações realizadas no primeiro sábado da feira, o programa regressa no dia 4 de julho com o Grupo Coral O Sobreiro e as Cantadeiras de Essência Alentejana, tanto no stand da Entidade Regional de Turismo como no palco principal da FIA.
José Manuel Santos considera que o objetivo passa por transformar a presença do Alentejo e Ribatejo numa verdadeira montra da região.
“Procuramos que a FIA seja uma montra da diversidade e da grande qualidade da arte popular. O artesanato tem de ser valorizado. É uma das expressões mais autênticas e mais identitárias do Alentejo e do Ribatejo“, concluiu.








































