Redondo: Câmara vai candidatar a Loiça de Redondo a Património Mundial

A loiça de Redondo e a sua feitura poderá vir a ser Património Imaterial da Humanidade, revelou-nos o Presidente da Câmara Municipal de Redondo, António Recto.

De acordo com o Autarca, o processo foi “iniciado há cerca de um ano” em articulação com “as olarias que neste momento estão a funcionar”, tendo sido criada “uma equipa liderada pelo Dr. Hugo Guerreiro, pela Dra. Ana Recto, pelo Dr. José Calado e pelo Dr. Rui Mataloto, que estão a trabalhar e a fazer recolha há cerca de um ano e esta equipa já apresentou o primeiro trabalho em livro e vamos entrar numa segunda fase.”

António Reto adiantou-nos que “o primeiro objetivo é classificar como património municipal a loiça do Redondo e principalmente as técnicas de pintura, para depois passarmos à fase seguinte, sendo que, entretanto, já foi criado o Clube UNESCO de Redondo que é no Museu do Barro, para depois ser classificado como Património Nacional e seguir para a UNESCO para classificar como Património Imaterial da Humanidade”.

O edil redondense admite que “estes processos demoram bastante tempo, mas as coisas estão devidamente encaminhadas para daqui por um ano ou dois nós podermos estar todos em Paris a brindarmos da classificação das técnicas e da loiça de Redondo”.

“Temos cinco olarias a funcionar no concelho de Redondo, mas o que me preocupa é que o oleiro mais novo que está no Redondo já está com 50 anos e isso preocupa-me bastante”, refere o Autarca que acrescenta que “já fizemos várias tentativas, já fizemos vários cursos de olaria, mas não produziram o efeito desejado”.

Espera António Recto que “com a classificação, à semelhança do que surgiu por exemplo os Bonecos de Estremoz, que sejam criadas as condições e seja valorizada internacionalmente esta arte de trabalhar o barro, só assim é que pode e pode dar continuidade á loiça que é secular no concelho”.

Conclui António Recto dizendo que “este reconhecimento é um valor e quando se dá valor, certamente economicamente ela começa a estar estruturada de uma outra forma, que pode alavancar, através disso, o aparecimento de novas olarias e de novos oleiros.”

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