Ministro diz que “o risco de desertificação não se combate regando, o risco combate-se melhorando os solos”

Este domingo, assinalou-se em Évora o Dia Mundial da Árvore e da Floresta com a apresentação do projeto “Além Risco”.

Um projeto que pretende combater as consequências nefastas das alterações climáticas e através do envolvimento dos cidadãos de 14 municípios do Alentejo Central na plantação de 50 mil árvores, na sua maioria autóctones, nos aglomerados urbanos deste território.

Promovido pela Science Retreats e financiado pelos EEA Grants, pela Fundação Calouste Gulbenkian e Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central.

Na cerimónia de apresentação deste projeto esteve o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Catarino, o presidente da Câmara Municipal de Évora e presidente da CIMAC, Carlos Pinto de Sá, o responsável do projeto, Miguel Bastos Araújo, entre outras entidades locais e regionais.

Em declarações à imprensa, o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, começou por referir que “nós este ano, na comemoração do Dia Internacional da Floresta quisemos fazer de outra forma, em vez de plantamos árvores na floresta, estamos a plantar árvores em ambiente urbano”.

O Governante, ao falar sobre o projeto “Além Risco”, afirmou que “a pandemia tornou muito claro que é impossível discutir a saúde humana, sem discutir a saúde anima e a saúde ambiental. O calor e as ondas de calor são de fato provocadoras de doenças e morte nas pessoas mais idosas e por isso combater as ondas de calor com ilhas de sombra nas cidades e nas vilas é absolutamente fundamental.”

“Este projeto é muito mais do que plantar árvores, é sermos capazes de plantar essas árvores ensaiando um conjunto de técnicas para que se possa irrigar essas mesmas árvores consumindo a menor quantidade de água possível”, referiu ainda João Pedro Matos Fernandes.

O Ministro do Ambiente concluiu dizendo que “o risco de desertificação não se combate regando, o risco combate-se melhorando os solos nele introduzindo matéria orgânica e a melhor forma de introduzir essa matéria orgânica é plantar árvores adaptadas a este território, densas, com copas de dimensão significativa, que gerem a sombra e o sobre coberto para que essa matéria orgânica fique no solo”.

Veja também:

Patrícia Raposinho fala de educação e negócios em Évora no VÄLIDO Talks

Patrícia Raposinho, professora de formação e empresária responsável pelo Petit Enfant e pela Eborlândia,...

Évora reúne nove especialistas para debater o futuro da educação nos 40 anos da Lei de Bases

O Palácio de Dom Manuel, em Évora, recebe esta quinta-feira, 29 de outubro, um...

Universidade de Évora testa variedades de alfarrobeira adaptadas ao clima do Alentejo

Investigadores da Universidade de Évora (UÉvora) estão a testar 10 variedades portuguesas de alfarrobeira...

Évora recebe workshop sobre avaliação de impacto social de projetos

A Fundação Eugénio de Almeida promove, no dia 5 de novembro de 2026, em...

Morreu Danny Gonçalves, ex-jogador do Lusitano de Évora, aos 25 anos

Daniel Gonçalves, conhecido no futebol como Danny, antigo jogador do Lusitano de Évora, morreu...

Évora 2027 prepara legado cultural para além da Capital Europeia da Cultura com projetos no património e na criação artística

A requalificação de espaços culturais, a sustentabilidade ambiental, a criação de projetos artísticos e...

Évora recebe espetáculo onde a esferovite ganha vida em palco nos dias 29 e 30 de outubro

O artista italiano Andrea Salustri apresenta o espetáculo “Matéria”, no Salão Central Eborense, em...

Procura de casas para arrendar cai até 30% no Alentejo, mas Beja e Évora continuam entre as cidades com mais interessados

Beja e Évora registaram uma média de 27 e 24 contactos por anúncio de...

CENDREV estreia comédia de Molière no Teatro Garcia de Resende, em Évora, a 29 de outubro

O CENDREV – Centro Dramático de Évora e o Ensemble – Sociedade de Actores...