O Hospital do Espírito Santo de Évora veio, este sábado, a público clarificar uma situação alegadamente ocorrida esta semana com um doente com Covid-19, que terá estado no corredor da urgência durante três dias e só depois foi transferido, e está internado neste momento.
A questão foi colocada este sábado, na conferência de imprensa ocorrida na ARS Alentejo, tendo Filomena Araújo, Autoridade Regional de Saúde do Alentejo, remetido esclarecimentos para a administração do Hospital, que veio agora a publico esclarecer que tal facto não terá acontecido.
Apesar de negar que tal facto tenha acontecido, a Administração do Hospital de Évora relata que “no passado dia 14 de junho ao final da noite, o HESE recebeu no Serviço de Urgência, proveniente do domicílio”, acrescentando que “este doente, que esteve internado em Lisboa até 13 do corrente, no dia 12 fez uma colheita para o SARS- CoV-2 e aguardava ainda o resultado, quando acorreu ao HESE na noite de dia 14 de Junho.”
Na nota enviada, o Hospital de Évora salienta ainda que “o doente permaneceu no Serviço de Urgência, em isolamento numa sala reservada para esse efeito, com monitorização, não por se tratar de um doente COVID, mas pela sua patologia”, referindo ainda que “o doente esteve sempre em vigilância com os cuidados apropriados, aguardando que a instituição que lhe deu alta e na qual estava a receber tratamento específico para a sua doença o recebesse em internamento. No final do dia 16 foi recebida a informação que o resultado do teste realizado a 12 de junho era negativo.”
A Administração do Hospital de Évora refere ainda que, como “o doente não poderia ser recebido por essa instituição, tendo-se por isso decidido internar o doente no HESE. No dia seguinte, quinto dia após a realização do teste na outra instituição onde tinha estado internado, foi realizado um novo teste, por rotina, tendo o resultado sido positivo. Nessa circunstância, o doente foi transferido do serviço de internamento onde se encontrava num quarto de isolamento para o serviço de internamento COVID-1 que acolhe doentes COVID.”
Na nota remetida às redacções, o Hospital de Évora conclui que “foram sempre tomadas todas as medidas de segurança para os profissionais e para o doente e, por este motivo, não houve necessidade de colocar nenhum profissional de quarentena, devido a esta situação.”

















