Incêndio na Serra D’Ossa em resolução. Rescaldo prolonga-se durante este domingo

O perímetro do incêndio encontra-se estabilizado, mas os acessos e os declives continuam a condicionar os trabalhos de rescaldo. Nas zonas onde não entram viaturas, os operacionais utilizam ferramentas manuais e linhas de mangueira.

As limitações de acesso e a orografia da Serra d’Ossa, no concelho de Redondo, estão a obrigar ao recurso a equipas apeadas em algumas zonas do perímetro atingido pelo incêndio, revelou este domingo o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Central, Fábio Pontes.

Em declarações ao Jornal ODigital.pt, o responsável afirmou que «o perímetro estava completamente estabilizado» e que o incêndio «está em fase de rescaldo».

Os meios permanecem posicionados ao longo da área atingida, com os trabalhos concentrados na consolidação do perímetro e na vigilância de possíveis reativações.

Acessos e declives condicionam operações

Questionado sobre as principais dificuldades encontradas no terreno, Fábio Pontes apontou «os acessos, sem dúvida» e a orografia da Serra d’Ossa, onde existem «zonas com declives bastante acentuados».

Alguns locais continuam sem acesso para os veículos de socorro, obrigando os bombeiros a deslocarem-se a pé.

«Temos alguns locais em que os meios não conseguem lá chegar ao nível dos veículos», explicou o comandante, acrescentando que o trabalho tem de ser realizado com material sapador, equipas apeadas e linhas de mangueira.

A utilização de máquinas de rasto permitiu criar faixas de contenção e consolidar grande parte do perímetro.

«A maior parte do perímetro do incêndio foi passado por máquina de rasto, que nos permitiu fazer ali uma boa consolidação», afirmou Fábio Pontes, referindo que este trabalho complementou a intervenção dos bombeiros com água e ferramentas manuais.

Combate durante a noite foi realizado por meios terrestres

O alerta para o incêndio foi dado pelas 19h40 de sábado, numa altura em que a aproximação da noite já impossibilitava a mobilização de meios aéreos.

«Não tivemos meios aéreos no teatro de operações porque o incêndio teve início por volta das 19h40», explicou o comandante sub-regional.

O combate às chamas durante a noite foi, por isso, realizado com meios terrestres. Já na manhã deste domingo, um helicóptero sobrevoou a área afetada para avaliar a situação.

«Agora de manhã tivemos aqui o helicóptero, mas para reconhecimento», indicou Fábio Pontes. A observação aérea confirmou que o perímetro se encontrava estabilizado e em fase de rescaldo.

Convento de São Paulo não foi evacuado

O comandante esclareceu também que não foi necessário retirar pessoas do Convento de São Paulo.

«Não houve evacuação do convento», afirmou, explicando que o foco inicial se localizou numa zona acima do edifício, mas a uma distância que não colocou a estrutura em risco.

«Esteve acima do convento, mas esteve longe», acrescentou. Segundo Fábio Pontes, o incêndio progrediu pela vertente em sentido ascendente e não avançou na direção do convento.

Área ardida ainda não está quantificada

As chamas atingiram áreas de pinhal, eucaliptal e mato, mas a extensão total ardida ainda não foi apurada.

Fábio Pontes explicou que a existência de zonas sem acesso impede, nesta fase, a quantificação da área afetada. «Não é possível termos já uma área quantificada», afirmou ao Jornal ODigital.pt.

Os trabalhos de consolidação e vigilância vão prosseguir durante este domingo. «Os meios vão manter-se no terreno ao longo do dia, porque temos de consolidar bem a área», concluiu.

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