A Galp investiu 109 milhões de euros na Refinaria de Sines durante o primeiro semestre de 2026, sobretudo no desenvolvimento de projetos de baixo carbono, revelou esta segunda-feira a empresa na apresentação dos resultados relativos aos primeiros seis meses do ano.
O investimento na unidade industrial de Sines integra os 442 milhões de euros aplicados pela Galp em projetos relacionados com energias renováveis, transformação da refinaria e outras iniciativas de transição energética.
Sines incluída no investimento para a transição energética
De acordo com os dados divulgados pela empresa, 63% do investimento realizado pela Galp entre janeiro e junho foi destinado a projetos de transição energética.
A petrolífera investiu um total de 696 milhões de euros no primeiro semestre, mais 44% do que no mesmo período de 2025. Mais de 70% deste valor foi aplicado na Península Ibérica, incluindo os 109 milhões de euros destinados à Refinaria de Sines.
A empresa refere que o investimento realizado na unidade industrial alentejana esteve essencialmente relacionado com o desenvolvimento de projetos de baixo carbono, no âmbito do processo de transformação das operações de refinação.
Entre os restantes investimentos na Península Ibérica está a aquisição, por 318 milhões de euros, de uma carteira de ativos eólicos em Espanha.
Exportações reforçam resultados da área industrial
A Refinaria de Sines integra a área de negócio Industrial e Midstream da Galp, que inclui as atividades de refinação, aprovisionamento e comercialização de produtos energéticos.
O resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações desta área aumentou 22% no primeiro semestre, para 656 milhões de euros. No segundo trimestre, o crescimento foi de 43%, atingindo os 458 milhões de euros.
Segundo a Galp, este desempenho ficou associado às margens verificadas nos mercados internacionais entre o preço das matérias-primas e o valor dos produtos refinados, como gasóleo, gasolina e combustível para aviação.
A margem de refinação situou-se nos 15,8 dólares por barril no primeiro semestre. A empresa acrescenta que o contributo das exportações para os resultados da área industrial mais do que duplicou face ao período homólogo.
Lucro ajustado aumenta 44%
O resultado líquido ajustado da Galp aumentou 44% no primeiro semestre, face ao mesmo período de 2025, atingindo os 812 milhões de euros. Só no segundo trimestre, o resultado líquido ajustado cresceu 45%, para 540 milhões de euros.
O aumento dos resultados foi impulsionado sobretudo pelo crescimento da produção de petróleo e gás natural no Brasil e pela subida do preço médio do petróleo Brent.
A produção aumentou 17%, devido à entrada em operação e ao desenvolvimento do campo de Bacalhau, enquanto o preço médio do Brent subiu 28%, para 92,3 dólares por barril.
O resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações aumentou 47% no conjunto dos primeiros seis meses do ano, para 2.216 milhões de euros. Mais de 90% deste valor foi gerado fora de Portugal.
A co-presidente executiva da Galp, Maria João Carioca, afirmou que os resultados refletem “a qualidade dos ativos” e a capacidade de execução da empresa num contexto de volatilidade dos mercados, acrescentando que a Galp mantém uma política de disciplina financeira enquanto continua a investir em projetos destinados a reforçar a competitividade e o crescimento.
De acordo com as normas contabilísticas internacionais, o resultado líquido da Galp foi de 651 milhões de euros, uma redução de 4% face ao primeiro semestre de 2025, justificada pela empresa com a volatilidade dos mercados e a variação do valor dos instrumentos de cobertura de risco.

















