A Creche e Jardim de Infância D. Ana Angélica Silveira, da Santa Casa da Misericórdia de Borba, está a desenvolver o projeto educativo “O Pinto Vai à Escola”, uma iniciativa que aproxima as crianças do ciclo de vida das aves e pretende promover a educação ambiental desde o pré-escolar.
O projeto começou com um trabalho pedagógico nas salas do pré-escolar, antes da chegada dos ovos e da chocadeira à instituição. As crianças abordaram o ciclo do ovo, o desenvolvimento dos pintainhos e as características de diferentes raças autóctones portuguesas.
Segundo Ana Albardeiro, coordenadora do projeto, em declarações ao jornal ODigital.pt, o objetivo passa por trabalhar valores como a responsabilidade, o respeito pelos seres vivos e a sustentabilidade.
“Educar é também formar cidadãos conscientes, participativos e comprometidos com o futuro”, afirmou a responsável, em declarações ao ODigital.
Crianças acompanharam o nascimento dos pintainhos
O projeto começou com um trabalho pedagógico nas salas do pré-escolar, realizado antes da chegada dos ovos e da chocadeira à instituição.
“Fizemos um trabalho de sensibilização com os meninos e uma abordagem ao ciclo do ovo, para perceberem como funcionava todo este processo”, explicou Ana Albardeiro ao ODigital.
As crianças conheceram também algumas das raças autóctones portuguesas e as características dos animais, numa preparação destinada a ajudá-las a acompanhar as diferentes etapas da incubação.
“Quando a chocadeira chegou à escola com os nossos ovos, eles já estavam preparados e já percebiam como é que aquilo funcionava”, acrescentou a coordenadora.
Segundo a responsável, o projeto pretende promover a educação ambiental e trabalhar, desde o pré-escolar, “a responsabilidade, o respeito pelos seres vivos e a sustentabilidade”.
“Educar é também formar cidadãos conscientes, participativos e comprometidos com o futuro”, afirmou.
Alimentação e observação fazem parte da rotina
“Todos os dias lhes dão comida e água. Isto já faz parte da rotina diária das crianças”, explicou Ana Albardeiro.
A coordenadora acrescentou que o contacto com os animais permite trabalhar a responsabilidade e o respeito pelos seres vivos.
“Eles percebem que os pintainhos precisam de ser alimentados, de ter água e de ser cuidados todos os dias”, afirmou.
As crianças podem ainda tocar nos animais e acompanhar a evolução das aves. “Já perceberam que, de dia para dia, estão mais crescidos, saltam mais e começam a esvoaçar”, referiu.
A limpeza do espaço é assegurada maioritariamente pelos adultos, embora as crianças acompanhem o processo e compreendam a importância dos cuidados de higiene.
O projeto envolve sobretudo as duas salas mais avançadas do pré-escolar, mas as restantes crianças da instituição também observam e interagem com os pintainhos.
Galinheiro pedagógico previsto para o próximo ano letivo
A Santa Casa da Misericórdia de Borba pretende dar continuidade ao projeto no próximo ano letivo com a construção de um galinheiro no espaço exterior da escola.
“Vamos construir aqui na escola um galinheiro que vai funcionar como um espaço pedagógico, onde as crianças vão poder acompanhar de perto o desenvolvimento destas aves”, adiantou Ana Albardeiro.
Segundo a coordenadora, os pintainhos permanecerão ligados ao projeto, permitindo às crianças continuar a participar nas rotinas diárias de alimentação, observação e cuidado.
“Vão continuar a dar-lhes comida e água e a acompanhar o crescimento. Queremos que percebam que estes animais precisam de cuidados todos os dias”, explicou.
A instituição pretende ainda associar o projeto à sensibilização para a preservação de raças autóctones portuguesas.
“Queremos contribuir para esta causa, porque algumas destas aves estão em vias de extinção”, afirmou Ana Albardeiro, acrescentando que a Santa Casa assumiu o compromisso de dar continuidade à iniciativa.
A responsável disse ainda esperar que o projeto possa ser adotado por outras instituições. “Espero que, atrás disto, venham outros”, concluiu.
Segundo a Santa Casa da Misericórdia de Borba, a Creche e Jardim de Infância D. Ana Angélica Silveira foi a primeira instituição de ensino do Alentejo a implementar o projeto “O Pinto Vai à Escola”.

















