Alentejo é a região onde os preços da habitação mais cresceram em Portugal

O Alentejo foi a região portuguesa onde os preços das casas mais subiram no último ano, segundo dados do idealista.

O Alentejo foi a região do país onde os preços das casas mais aumentaram no último ano. De acordo com o índice de preços do idealista, divulgado esta segunda-feira, os valores da habitação subiram 21,3% na região entre abril de 2025 e abril de 2026.

Os dados mostram que o Alentejo ultrapassou todas as restantes regiões portuguesas na valorização do mercado imobiliário, ficando à frente da Região Autónoma dos Açores (19,3%), Centro (12%) e Área Metropolitana de Lisboa (11,1%).

Segundo o relatório, comprar casa no Alentejo custa atualmente, em média, 2.050 euros por metro quadrado.

Beja e Évora também registam aumentos

Entre as capitais de distrito analisadas, Beja destacou-se com uma subida anual de 23% nos preços das casas, uma das maiores variações do país. Já Évora registou um aumento de 7,5%.

Apesar da valorização, Beja continua entre as capitais de distrito com preços mais baixos, apresentando um valor mediano de 1.439 euros por metro quadrado. Em Évora, o preço médio fixou-se nos 2.556 euros/m2.

Ao nível distrital, Portalegre registou uma subida anual de 18,2%, enquanto Beja aumentou 13,7% e Évora 12,6%.

Ainda assim, Portalegre mantém-se entre os distritos mais baratos do país para comprar habitação, com um preço mediano de 970 euros/m2. Beja apresenta um valor médio de 1.416 euros/m2 e Évora de 1.662 euros/m2.

Preço médio nacional atinge novo máximo

A nível nacional, os preços das casas subiram 10,8% em abril face ao mesmo mês do ano passado. Comprar habitação em Portugal custa atualmente 3.121 euros por metro quadrado, o valor mais elevado desde que há registos do índice do idealista.

Segundo a plataforma imobiliária, este é o sexto mês consecutivo em que o mercado atinge um novo máximo histórico.

Lisboa continua a ser a cidade mais cara para comprar casa, com um preço mediano de 6.109 euros/m2, seguida do Porto e do Funchal.

O relatório do idealista baseia-se nos preços de oferta anunciados na plataforma, sendo excluídos anúncios considerados atípicos ou fora de mercado.

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