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Fundação de Castelo de Vide com projeto para ajudar invisuais em espaços culturais

Um projeto que visa desenvolver metodologias que melhorem o acesso de pessoas invisuais ou com visão reduzida a museus e espaços culturais, através da tecnologia, está a ser desenvolvido em Castelo de Vide, distrito de Portalegre.

Promovido pela Fundação Nossa Senhora da Esperança e com base na experiência desenvolvida no Museu de Tiflologia, situado naquela vila alentejana, cerca de 30 académicos estão a trabalhar no projeto “TODAGENTE”.

A iniciativa, que conta com uma duração de três anos, num investimento de 830 mil euros e com comparticipação de 366 mil euros do Programa Alentejo 2030, foi hoje apresentada na Fundação Nossa Senhora da Esperança, em Castelo de Vide.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Fundação Nossa Senhora da Esperança, João Palmeiro, explicou que o projeto serve para “aprimorar e melhorar, do ponto de vista técnico e científico, a integração de visitas de pessoas invisuais ou de baixa visão a espaços culturais”.

O responsável deu como exemplo o projeto desenvolvido no jardim sensorial em Castelo de Vide, denominado “Jardim das Oliveiras”, em que os percursos pedestres, sensoriais e olfativos encaminham o visitante para “outras experiências que não estavam inicialmente ao seu alcance”.

“Isso acontece, obviamente, com tecnologia, mas também existe com uma relação de diálogo digital que está a ser concebida por profissionais na área da computação, para haver esta interligação não só com o visitante, diretamente, mas com o visitante em diversos momentos”, acrescentou.

Além de desenvolver metodologias acessíveis e inclusivas, o projeto visa produzir “um guia metodológico abrangente”, integrando as etapas da iniciativa, além de promover residências artísticas e culturais que envolvam pessoas com deficiência visual.

Promover exposições inclusivas, criar uma plataforma e repositório ‘online’ ou fomentar o uso de novas tecnologias, nomeadamente ao incorporar ferramentas digitais e virtuais para criar experiências interativas que facilitem a acessibilidade e a inclusão em espaços culturais, “expandindo o alcance do projeto para além das fronteiras locais”, são outros dos objetivos a alcançar.

De acordo com os promotores, o projeto visa ainda “fortalecer parcerias e redes de colaboração e contribuir para a inovação social e políticas públicas, voltadas para a “democratização do acesso à cultura e ao património”.

Por último, esperam ainda incentivar a participação comunitária, “especialmente [de] pessoas com deficiência visual”, em todas as etapas do projeto, desde a conceção até a implementação, garantindo que as suas “vozes e perspetivas sejam centrais” para as ações a desenvolver.

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