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Pres. de Vila Viçosa defende criação de plataforma logística ferroviária “para não ficarmos parados a ver comboios”

Autarca de Vila Viçosa destaca impacto económico da plataforma logística ferroviária ainda em fase de planeamento.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa considerou que a futura plataforma logística ferroviária prevista para o concelho poderá assumir um papel determinante no desenvolvimento económico local e regional, ao permitir a atração e consolidação de atividade empresarial no Alentejo Central.

À margem de uma visita à linha ferroviária entre Évora e Elvas, com a presença do ministro das Infraestruturas, Inácio Esperança afirmou sair “mais confiante de que, de facto, esta linha venha a ter uma plataforma de cargas e descargas”, defendendo que a ferrovia deve ser aproveitada como instrumento de crescimento económico.

“Para não ficarmos parados a ver passar os comboios e eles possam trazer desenvolvimento económico à nossa região”, sublinhou.

Estudos apontam viabilidade económica da plataforma logística

O autarca recordou que existem estudos de viabilidade económica desenvolvidos em conjunto com a Infraestruturas de Portugal e vários municípios da região, nomeadamente Sousel, Estremoz, Borba, Alandroal, Reguengos de Monsaraz e Redondo.

“Fizemos uns estudos conjuntamente com o IP, que dão viabilidade económica para uma plataforma logística”, explicou, adiantando que a localização prevista é junto à Herdade da Gamela, no concelho de Vila Viçosa.

Exportação de mármore, vinhos e produtos agrícolas em destaque

Inácio Esperança destacou que a principal mais-valia da infraestrutura está no apoio às empresas já instaladas e na captação de novos investimentos. “A plataforma é essencial para permitir fixação de empresas, instalação de novas empresas, mas também para aquelas que existem exportarem os seus produtos”, afirmou.

Segundo o presidente da Câmara, setores estratégicos da economia regional poderão beneficiar diretamente do terminal ferroviário. “Os seus produtos, como o mármore e outras áreas, agricultura, vinhos, tendo acesso directo ao porto de Sines a preços mais económicos, irão beneficiar certamente disso e permitir a instalação de outro tipo de empresas”, disse.

Projeto depende do Governo e da Infraestruturas de Portugal

O autarca fez questão de esclarecer que a plataforma é uma infraestrutura da responsabilidade do Estado e que, nesta fase, o processo continua apenas em planeamento. “Não está nada definido para além da localização”, afirmou, acrescentando que “falta executar o projecto, que é o que compete ao IP”.

De acordo com Inácio Esperança, foi transmitido pelo ministro das Infraestruturas que a Infraestruturas de Portugal está a desenvolver o projeto, sendo a execução da obra uma fase posterior. “O senhor ministro disse que o IP está a desenvolver o projecto e falta depois executar a obra”, referiu, defendendo um esforço conjunto.

“É do Governo. Acho que todos devemos contribuir para construir ali um terminal de carga que é muito, muito, muito importante para a região do Alentejo Central e para a nossa economia local”, afirmou.

Investimento estimado ronda os 15 milhões de euros

Quanto ao investimento, o presidente da Câmara indicou um valor estimado de cerca de 15 milhões de euros, alertando para o carácter preliminar da estimativa. “São cerca de 15 milhões, mas isto é uma estimativa grossa porque, de facto, não está executado o projecto. Está executado um anteprojeto que aponta para esses valores”, concluiu.

Apesar de a circulação de passageiros estar assegurada na linha ferroviária, Inácio Esperança reforçou que a prioridade atual passa pelo transporte de mercadorias, sem fechar a porta a outras soluções no futuro.

“Passageiros ainda não se falou, mas obviamente, se houver uma plataforma logística, há hipótese de no futuro isso vir a acontecer, caso se entenda que é necessário”, afirmou.

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